Google+: Mudanças na rede social que não emplacou

O Google+ é uma rede social que não pegou. Não é a primeira e nem a última tentativa da empresa em tentar surfar numa onda que não é sua (alguém se lembra do twitter do Google?), mas dessa vez, ao contrário do que a fez com o Buzz (lembrou né?), a companhia não vai desistir do projeto e vai remodelar o seu serviço.

A principal mudança é que o Google+ deixará de ser a rede social que conhecemos e será dividido em três produtos para o usuário. Ela terá uma parte para imagens (chamada Photos), uma para compartilhamento de conteúdo (a Streams) e uma para chats em texto e vídeo (o velho conhecido da galera, Hangouts).

O pré-anúncio da mudança do feito pelo vice-presidente sênior do Google, Sundar Pichai, em entrevista à Forbes. Segundo ele, trata-se de uma atitude estratégica, pois a empresa enxerga que, no futuro, o foco será cada vez mais em comunicação fragmentada. A confirmação veio durante a Mobile World Conference, em Barcelona, nesta segunda-feira, dia 2 de março, com a apresentação do novo responsável pelos serviços de foto e stream do Google+, o executivo Bradley Horowitz. A empresa ainda não anunciou quem cuidará da parte de hangouts.

A iniciativa da empresa é, até certo ponto, válida. Por um lado é bom que o Google não desista de sues projetos como fez com o Buzz e o Google Glass e invista em uma rede social (todo mundo sabe que o Facebook está ficando saturado e em breve um novo serviço tomará conta do pedaço), por outro é ruim porque o Google+ é um nome que não emplacou no mercado e que até agora foi rejeitado pela maioria dos internautas. Mas como a internet é imprevisível, o jeito é esperar para ver o que acontece.

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Fabio Martins
Santista de nascimento, flamenguista de coração e paulistano por opção. Fã de cinema, música, HQ, games e cultura pop.