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Cinquenta tons de cinza: De soft porn a sessão da tarde

A expectativa era grande. A Universal Pictures divulgou vários vídeos do filme Cinquenta Tons de Cinza para deixar os fãs da saga – incluindo a mim mesma – com água na boca. E funcionou. Fiquei, como muita gente, caçando informações, vídeos, entrevistas. E chegou o grande dia de assistir meu querido Christian Grey virando realidade. E que decepção eu tive. Por que? Porque cortaram – e muito! – as cenas apimentadas que dariam vida ao filme, fazendo com que o soft porn ficasse tão soft que até chega a ser insosso. Vamos aos detalhes.

Como todos já sabem, a história contada é a da jovem universitária Anastasia Steele (Dakota Johnson), que é muito bonita, inteligente, dona de um ótimo senso de humor, com uma péssima autoestima e um ótimo gosto para homens. Isso porque ela se apaixona logo por um homem lindo de viver, inteligente, rico chamado Christian Grey (Jamie Dornan). E ele também gosta dela logo de cara. Felizes para Sempre? Não exatamente. Os únicos empecilhos entre eles são um quarto cheio de instrumentos de aparência medieval e a vontade do Sr. Grey em ter a Srta. Steele como submissa.

Eu já disse uma vez no videocast e vou dizer aqui novamente. Essa é uma história de amor. É a história de como cada um deles, Christian e Anastasia, superam os seus demônios e crescem juntos. Já no filme, não é nada disso que acontece. Para quem não leu o livro e foi assistir, a impressão é a de que Christian Grey é só um cara muito rico e mimado e Anastasia Steele é uma garota fútil que deixa que ele faça o que quiser com ela. O filme não captou a essência do livro. Faltou alma. Faltou coração.

Outro pecado cometido foi na edição. Para diminuir a classificação etária, muitas cenas de sexo e nudez foram retiradas. Logo, não esperem muita coisa nesse quesito. O pecado no corte dessas cenas foi um: pode ter sido isso que tirou a alma do filme. É durante os momentos íntimos que as personagens desenvolvem o relacionamento e o crescimento pessoal.

Mas não podemos esquecer das coisas boas, começando pela trilha sonora que é de primeira e casou com as cenas. Quem ainda não teve a oportunidade de ouvir as músicas, vale a pena investir um tempinho. São músicas muito sexies, gostosas de ouvir. Viciantes mesmo. Destaque aqui para a maravilhosa Beyoncé, The Weekend, Sia e Ellie Goulding e para a clássica Spem in Allium (Thomas Tallis).

Outro ponto positivo – e uma boa surpresa – foi a atuação dos atores Jamie Dornan e Dakota Johnson. Eles mostraram ótima interação, o que deve ser bem complicado dada a natureza sexual de algumas cenas, e entraram na personagem de uma forma leve e agradável. Sem contar a beleza dos dois.

(Momento Fútil – Deusa Interior Assumindo) Que os meninos me perdoem agora. Dakota é linda, mas Jamie Dornan sem roupa é um show à parte. Até esqueci de respirar em alguns momentos. Que Deus abençoe cada músculo marcado daquele homem! (Fim do momento fútil – Inconsciente Voltando).

Sem spoiler por aqui. Não tem graça. Mas, quem for assistir, atenção às seguintes cenas: discussão do fatídico contrato, gelo, Thomas Thallis. Na minha opinião, os pontos fortes do filme.

E uma recomendação: mantenham a mente aberta, lembrem o tempo inteiro que é uma adaptação e tenham fé porque ainda tem continuação. Eu tenho fé de que a crítica de Cinquenta Tons Mais Escuros será mais agradável.

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Jeanine Alvarenga
Viciada em literatura, fã de mangás e animes, adoradora de cinema, jornalista nas horas vagas.
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