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Quinta de nostalgia: O Jardim Secreto

Eu me rendi ao livro Jardim Secreto como muita gente que eu conheço, mas não é disso que eu vou falar na coluna de hoje. É sobre o filme infantil O Jardim Secreto, de 1993. Não há razão especial para falar sobre ele a não ser o simples fato de que nem todo mundo conhece, mas vale e muito a pena conhecer. E não tive como não lembrar do filme ao começar a colorir o livro.

Mary Lennox (Kate Maberly) vivia na Índia com seus pais. Eles viviam em festas e mal notavam a presença da menina, que passava a maior parte do tempo com suas aias. Um dia, um estouro de elefantes mata os pais de Mary. Ela é obrigada a embarcar para Liverpool, na Inglaterra, para viver com Lorde Archibald Craven (John Lynch), seu tio e único parente vivo, na mansão Misselthwaite. Lorde Craven perdeu a mulher há dez anos e nunca mais conseguiu superar a tragédia. Vive viajando e não suporta ficar na casa em que foi feliz com a esposa. A mansão dele, a Misselthwaite, é antiga, feita de pedra, madeira e metal e muitos segredos e passagens secretas habitam aquelas paredes.

Mary estava acostumada a ser tratada como princesa por suas aias, mas tudo muda na nova casa. Ele tem que se vestir sozinha, comer sozinha e brincar sozinha. Ela descobre uma passagem secreta no quarto em que foi trancada pela Sra. Madlock, a governanta rigorosa e fria governanta que comanda a mansão. No passeio, Mary descobre vários quartos escondidos e encontra uma chave em um deles. A chave para o jardim secreto, um lugar que parece estar morto, mas tem um potencial incrível para a vida. Um pouco como a própria Mary.

Entre as andanças pela casa, a pequena também descobre o primo que não sai da cama, Colin Craven (Heydon Prowse). Ele é apático, vive doente, mal se mantém em pé por não sair da cama e as janelas do quarto nunca abrem. Eles se tornam amigos e Mary decide contar sobre o jardim. Juntos com Dickon (Andrew Knott), eles decidem restaurar o jardim que foi da mãe de Colin. À medida que o jardim volta a vida, também voltam Mary, Colin e até o Lorde Craven, que acaba voltando para a casa, para o filho e para a sobrinha.

É um filme de personagens complexos, com sentimentos complexos e difíceis de entender por quem não passou por isso. Porém, de alguma forma, os atores mirins e, também os adultos, conseguem transmitir tão bem o recado que você sente junto com eles. Se estão alegres, você está. Se estão tristes, você está. Se estão ansiosos, você também está. E chega a ser gratificante ver a forma com a personagem Mary Lennox muda ao longo do filme. Não só a dela, mas também de Colin. Dá uma sensação de pais orgulhosos. O jardim que uniu as três crianças e fortaleceu amizade entre os primos e Dickon. Eles aprendem a lidar com questões como solidão, ciúmes, a morte prematura dos pais. Aprendem e ensinam o espectador a lidar com isso. Marcou muito a minha infância. É um daqueles filmes que eu já assisti tanto que decorei as falas e vou falando baixinho junto com os atores. Lembro de desejar plantar flores e árvores e ter um jardim como quem quer uma boneca ou um vídeo game. Aliás, sempre que assisto este filme quero ter um jardim. Certas coisas, a gente não supera.

O filme é uma adaptação do romance homônimo de Frances Hodgson Burnett. Foi publicado em 1911 e a primeira versão cinematográfica é de 1919. Em 2013, Benício Del Toro anunciou um remake. Até o momento nada. Resta esperar. De preferência que seja verdade.

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Jeanine Alvarenga
Viciada em literatura, fã de mangás e animes, adoradora de cinema, jornalista nas horas vagas.
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