O Lar das Crianças Peculiares | Crítica do filme

Há pelo menos 10 anos Tim Burton vem fazendo filmes medianos que não lembram em nada suas primeiras produções que o consagraram e o tornaram como um dos grandes nomes do cinema mundial. Infelizmente, O Lar das Crianças Peculiares é outra produção insossa, dirigida por um Burton cada vez mais no piloto automático.

Um dos problemas de O Lar das Crianças Peculiares é a falta de foco. Com uma trama bem simples e previsível, ele poderia ser considerado um simples filme infantil. Mas algumas cenas bem violentas podem assustar os mais pequeninos e agradar os mais jovens. Não que o filme seja ruim, ele apenas é sem identidade. Não tem a marca do diretor, não tem nada que te surpreenda e nada que o engrandece. É simplesmente um filme esquecível.

Em O Lar das Crianças Peculiares, Jake (Asa Butterfield – o jovem protagonista de A Invenção de Hugo Cabret) é um jovem que tem uma forte ligação com o seu avô, Abraham ‘Abe’ Portman (Terence Stamp), que vivia lhe contando histórias fantásticas sobre o seu passado, repleto de personagens misteriosos, que viviam com ele em um orfanato localizado em uma pequena ilha isolada no País de Gales.

Após a morte do seu avô, Jake viaja para aquele país, buscando informações para saber se as histórias que avô contava eram verdadeiras. Chegando lá, ele descobre que o orfanato (O Lar das Crianças Peculiares que dá título ao filme) foi bombardeado em 1943 e a diretora e todas as crianças que viviam ali morreram. Inconformado, o jovem investiga o local e descobre que, na verdade, todos que viviam lá estão vivos graças a um loop temporal que os permite viver o dia do bombardeio repetidamente, no melhor estilo O Feitiço do Tempo.

Junto com as crianças e a diretora Miss Peregrine (Eva Green), ele precisa ajudar o grupo de órfãos a se livrar dos terríveis hollows, liderados pelo vilão Barron (Samuel L. Jackson, mais uma vez no papel de Samuel L. Jackson).

A partir daí o filme vira uma mistura de X-Men com Harry Potter no universo Tim Burton. Cada uma das crianças usa o seu “super poder” para ajudar o protagonista a lutar contra o vilão para tentar fechar esse loop temporal e permitir, assim, que os órfãos e a Miss Peregrine sigam suas vidas adiante. Burocrático do início ao fim, O Lar das Crianças Peculiares é apenas mais um filme dispensável na carreira do diretor.

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Fabio Martins
Santista de nascimento, flamenguista de coração e paulistano por opção. Fã de cinema, música, HQ, games e cultura pop.