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Crítica: Vingadores – A Era de Ultron

Depois do segundo filme do Capitão América eu esperava que Vingadores – A Era de Ultron tomasse um rumo diferente do anterior, centrado mais na história e em menos cenas de ação. Claro que ela estaria presente com força, pois a Marvel deixou isso bem claro nos diversos spots, cenas, trailers e etc… que a empresa liberou antes da estreia do longa. Mas eu achava que a reconstrução da Shield fosse o ponto principal da história. Não é e isso não diminui a nova aventura dos heróis.

Com uma pegada mais jovem, mas bem mais sombria que o filme anterior, Vingadores – A Era de Ultron tem uma história simples, porém eficiente, que dá brechas para os próximos longas da Marvel (Pantera Negra é o mais evidente) e uma incerteza em relação ao futuro do universo dos Vingadores.

Na história, os Vingadores invadem a base secreta europeia da Hidra para recuperar o cetro de Lock, que contém uma das gemas do infinito. Chegando lá, Tony Stark vê algumas das experiências criadas pelo Barão Von Strucker (que está com os gêmeos Pietro e Wanda Maximoff – Mercúrio e Feiticeira Escarlate) usando tecnologia alien, recuperada da Batalha de Nova Iorque, e resolve criar, junto com Bruce Banner, um mecanismo de defesa com inteligência artificial para proteger o planeta. O plano vai pras cucuias, o sistema (chamado de Ultron) se rebela e resolve destruir tudo o que vem pela frente.

Ultron é um dos destaques do filme. Por ter sido criado pelo Homem de Ferro, ele adquire a personalidade de Tony Stark e o seu senso de humor peculiar. Aliás, por falar em humor, esse é um dos problemas do filme. O excesso de comediantes heróis que a todo momento soltam uma gag para divertir a plateia. Algumas até são boas, mas se perdem no meio de várias desnecessárias. Mas voltando ao vilão. Ultron é poderoso, inteligente, cruel e determinado. Não tem medo e nem respeito pelos Vingadores e seu objetivo é claro: exterminar a vida na terra.

Outros destaques positivos do filme são o Visão – criado pelo Ultron para dar cabo nos vingadores ele se rebela contra o criador e se junta aos heróis e usa uma das gemas do infinito (a que controla a mente e que estava no cetro do Locke). As (várias) cenas de ação são maravilhosas e tudo se encaixa perfeitamente, com destaque para a luta entre o Hulk e o Homem de Ferro com a Hulkbuster. Visualmente falando, Vingadores – A Era de Ultron é um deslumbre. Os efeitos especiais são incríveis, as coreografias perfeitas e o resultado é incrível. A Feiticeira Escarlate e Mercúrio tem boas participações, principalmente a irmã, que brinca com a mente dos Vingadores durante boa parte do longa.

O núcleo envolvendo o Gavião Arqueiro é outro ponto alto do filme. Renegado a ser um escada por causa da sua falta de superpoderes, ele mesmo se questiona a importância dele no meio de super heróis. Mas aqui ele tem uma participação importante que ajuda a reagrupar os combalidos e derrotados Vingadores para que eles se tornem uma equipe novamente e se unam para derrotar o Ultron.

O Pantera Negra é o único filme do Universo Marvel que tem uma ligação direta com Vingadores – A Era de Ultron. A cena que se passa em Wakanda, terra onde vive o herói, e mostra a relação de Tony Stark com Ulysses Klaw, o líder dos exploradores de Vibranium – um dos metais mais preciosos do universo Marvel. O Homem de Ferro quer comprar o material antes que ele caia nas mãos erradas, mas Ultron chega, leva o material de decepa o braço de Klaw, que se transformará no Garra Sônica.

Vingadores – A Era de Ultron é um filme bem divertido. Apesar de longo (mais de duas horas e meia de duração), ele segura bem, o enredo funciona, os personagens se encaixam perfeitamente e tudo é feito com muito cuidado para divertir tanto os fãs de HQs quanto os fãs do cinema. Ele tem um final aberto, dando a entender que o grupo será refeito, com alguns medalhões dando adeus e novos heróis tomando seus lugares. Não há citação sobre a Guerra Civil e tem uma boa surpresa. A cena final do Gigante Esmeralda dá a entender que o seu próximo filme será a adaptação de uma de suas melhores histórias em quadrinhos, o Planeta Hulk.

Por fim, as cenas pós créditos. Embora na sessão destinadas a jornalistas só foi exibida uma cena durante os créditos, tem uma cena circulando na internet que teria sido exibido na Finlândia e que mostra um novo personagem (ou seria um velho conhecido?) no Universo Marvel. Portanto, fique na sua cadeira e só saia de lá quando o logo da Marvel subir pela última vez.

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Fabio Martins
Santista de nascimento, flamenguista de coração, paulistano por opção. Ama vídeo game, cinema, séries, música, nerdices e cultura pop em geral.
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