Crítica| Warcraft – O Primeiro Encontro De Dois Mundos

Warcraft – O Primeiro Encontro De Dois Mundos tinha muitos elementos para dar certo. Um grande orçamento, um diretor novo com trabalhos interessantes (Duncan Jones, e Lunar e Contra o Tempo), um protagonista que estrela uma série de sucesso (Travis Fimmel, de Vikings) e um grande estúdio, a Universal, para bancar a empreitada. Mas o resultado é um filme tedioso, apressado, lotado de batalhas intermináveis e interpretações terríveis.

Mas o grande problema de Warcraft – O Primeiro Encontro De Dois Mundos é algo que ultimamente está – infelizmente – sendo colocado em segundo plano em Hollywood. A contratação de bons roteiristas. A história é uma maçaroca que parece ter sido escrita por um garoto de 15 anos que acabou de assistir a trilogia Senhor dos Anéis, os piores filmes medievais e aventuras épicas possíveis e depois disso foi escrever um texto preguiçoso, repleto de clichês e com diálogos dignos de pena.

Muitos acreditavam que esta seria a primeira adaptação de qualidade de um game famoso. Mas o resultado é o pior possível. Em termos de atuações e história, Warcraft – O Primeiro Encontro De Dois Mundo alcança o mesmo nível daquele Street Fighter estrelado por Jean-Claude Van Damme. Fimmel (Anduin Lothar) praticamente repete o seu papel em Vikings, sem nada a acrescentar. Paula Patton (Garona) ficou meio enfadonha com aqueles dentinhos falsos que só prejudicam sua fala. Ben Foster (Guardião) e Dominic Cooper (Rei Llane Wrynn) são fraquíssimos e Ben Schnetzer (Khadgar) conseguiu a façanha de ser o pior deste fraco elenco.

A história de Warcraft – O Primeiro Encontro De Dois Mundos se passa no pacífico reino de Azeroth, que terá que lidar com a invasão de guerreiros Orcs que estão a procura de um novo mundo para colonizar. Com isso, o rei Llane Wrynn reúne sua tropa de guerreiros, magos, anões, elfos e outras criaturas fantásticas para lutar contra os monstrengos e proteger o reinado. Enredo criativo, não?

Como se isso não fosse o suficiente, o filme sofre com a necessidade de agradar gregos e troianos. E falha miseravelmente em ambos. Não é uma produção que vá agradar quem não conhece o jogo e vai irritar os jogadores (principalmente os mais xiitas) do game por causa de algumas diferenças da obra original.

Claro que visualmente o filme é um deslumbre, com efeitos especiais de ótima qualidade e um CGI convincente, principalmente na criação dos Orcs e os cenários digitais. Mas isso é pouco para um filme de qualidade. Ao invés de gastarem a maior parte do orçamento em efeitos especiais e investissem em um roteirista de primeira, o resultado com certeza seria melhor do que essa versão B de Senhor dos Anéis pode oferecer.

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Fabio Martins
Santista de nascimento, flamenguista de coração e paulistano por opção. Fã de cinema, música, HQ, games e cultura pop.