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Two And a Half Men: Que final patético

Se pudermos definir esse último capítulo da série Two And a Half Men em apenas uma palavra, ela seria RANCOR. E a vítima do elenco remanescente e, principalmente, do criador do show (Chuck Lorre) não poderia deixar de ser o ator Charlie Sheen, que era a alma, coração e graça do seriado interpretando o mulherengo e beberrão, Charlie Harper. Nem preciso avisar que o texto tem spoilers, né? Se você ainda não viu o episódio que foi ao ar ontem nos Estados Unidos, é melhor clicar aqui.

Tudo bem que roteiro nunca foi o forte da série. Longe disso. Two And a Half Men sobrevivia das gracinhas do garoto Jake (Angus T. Jones), do sofrimento do eterno escada Alan Harper (Jon Cryer), da rabugice de Berta (Conchata Ferrell), do amor maternal da Sra. Harper (Holland Taylor) e das sacadas de Charlie. Mas o que se viu nesse episódio foi uma bobagem que parece ter sido escrita por um garoto de 12 anos.

Resumindo. Alan recebe a notícia que tem um cheque de US$ 2.5 milhões de royalties me nome de Charlie e ele explica que o irmão morreu e ele é o único herdeiro. Só depois dessa notícia, quatro anos após a morte do irmão, ele se dá conta que não tem a certidão de óbito. Descobrimos então que Charlie está vivo e em cativeiro dentro de um poço, construído no porão da casa de Rose. Ele acaba escapando e busca vingança do seu irmão e do abobalhado Walden (Ashton Kutcher).

Isso não pode ser considerado o roteiro do último capítulo de Two And a Half Men. Na verdade, ele é um instrumento usado para bater em Sheen que “aparece” em versão animada e em carne e osso através de um dublê. A única “brincadeira” com a série que realmente tem graça é a de Berta. Ela sugere que Alan saia de casa (do show, na verdade) e diz que seria bom se Charlie voltasse para casa porque somente com ele ao lado de Walden eles conseguiriam sobreviver por mais cinco anos.

CHARLIE ANIMAÇÃO

Só. E mesmo assim, foi aquela piadinha com a série que os atores precisam olhar para a câmera para mostrar que estão tirando sarro. O resto é ofensa pura a Charlie Sheen. Até Arnold Schwarzenneger (que faz uma ponta como um policial) entra na “brincadeira” e sugere um “Tratamento de Choque” para Walden e Alan e este último avisa que já tentaram e “isso não deu certo”, numa clara alusão ao novo trabalho do antigo protagonista de Two And a Half Men.

E as “homenagens” não pararam por aí. Depois de ter deixado a série por causa de sua conversão religiosa e pedir para os fãs pararem de assistir o show, Angus T. Jones retornou para uma pequena participação, onde brincou com o fato de ter ganhado muito dinheiro contando piadas estúpidas. Por falar em dinheiro, o ator deve ter levado uma outra bolada para deixar suas convicções religiosas de lado para voltar ao show “impuro”.

O último capítulo de Two And a Half Men é marcado também por diversas participações especiais. Além do “Governator”, Christian Slater, John Stamos e as mais famosas ex-namoradas de Charlie (Mia, Dolores, Chelsea) e a ex de Alan (Kandy) dão o ar da graça. Graça que faltou na última cena, com um piano caindo na cabeça de Charlie no melhor estilo desenho do Pernalonga e logo atrás, Chuck Lorre aparece sentando em uma cadeira dizendo “winning” (palavra repetida a exaustão por Sheen quando este foi demitido da série) e também sendo atingido na cabeça por outro piano.

Com isso, essa despedida de Two And a Half Men prova que a série morreu com a demissão de Charlie Sheen. Esses quatro anos sem o seu personagem principal (que foram solenemente ignorados por milhares de espectadores – eu, inclusive) tiraram toda a relevância, humor e importância da série que chega a um final patético, triste e completamente sem graça.

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Fabio Martins
Santista de nascimento, flamenguista de coração, paulistano por opção. Ama vídeo game, cinema, séries, música, nerdices e cultura pop em geral.
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