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Snoopy e Charlie Brown – Peanuts, o Filme| Crítica

O clima de nostalgia tomou conta dos cinemas brasileiros com as estreias de Star Wars – O Despertar da Força (no final de ano) e as de Creed e a da animação Snoopy e Charlie Brown – Peanuts, o Filme, agora em janeiro. O grande desafio dessas produções é conquistar uma nova plateia que não conhece e não esteja acostumada com essas obras clássicas. Pelo menos com essas três produções o objetivo será conquistado.

Escrito pelo filho (Craig Schulz) e neto (Bryan Schulz) do criador Charles Schulz, Snoopy e Charlie Brown é um filme que vai agradar a nova geração de crianças principalmente porque a alma da obra original está presente nele do início ao fim do filme. Os efeitos 3D são (como a maioria dos filmes que utilizam desse recurso) totalmente dispensáveis. Os personagens falam por si e eles seguram bem a trama do início ao fim.

O ponto fraco da animação é o roteiro. Na verdade, a falta dele. Snoopy e Charlie Brown – Peanuts, o Filme e praticamente uma apresentação dos personagens clássicos para as crianças que ainda não os conhecem. Quem cresceu assistindo aos episódios clássicos como especial de Natal de Charlie Brown e o de Halloween da Grande Abóbora e já está familiarizado com o cobertor de Lino, as consultas psicológicas da Lucy, o talento musical de Schroeder, a sujeira do Chiqueirinho e etc… vai ficar um pouco decepcionado. Mas, acredite, as crianças vão amar.

E por falar em amor é este sentimento que dá a tônica do filme. A Garotinha Ruiva, o grande amor platônico de Charlie Brown, se muda para a vizinhança e faz o coração do Minduim bater diferente. Enquanto ele faz de tudo para chamar a atenção da nova menina da vizinhança, Snoopy encarna o Ás Voador para salvar a cadelinha Fifi das mãos do terrível Barão Vermelho.

A grande virtude de Snoopy e Charlie Brown – Peanuts, o Filme é o clima nostálgico da trama. Aqui as crianças não usam tecnologia, tablets ou smartphones ou qualquer outra bugiganga. Elas vão pra rua, usam a imaginação, empinam pipas, jogam bola e se divertem como a garotada de hoje não se diverte mais.

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Fabio Martins
Santista de nascimento, flamenguista de coração, paulistano por opção. Ama vídeo game, cinema, séries, música, nerdices e cultura pop em geral.
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