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Quadrinhos | Dicas para curtir o Dia Nacional da HQ

Em 30 de janeiro de 1869, um italiano radicado no Brasil chamado Angelo Agostini apresentava “As Aventuras de Nhô Quim ou Impressões de Uma Viagem à Corte”, considerada a primeira HQ moderna publicada no país. Histórica, a data hoje celebra a produção de quadrinhos nacionais.

“Reco-Reco, Bolão e Azeitona”, criados por Luiz Sá nos anos 30, “O Amigo da Onça”, de Péricles, nos anos 40, e o catecismo, ou quadrinhos eróticos, de Carlos Zéfiro, nos anos 50, são exemplos de que a 9ª Arte sempre foi querida por essas terras.

A produção e a distribuição mundial das editoras estadunidenses, bem como o licenciamento de seus produtos, consolidaram o mercado dos heróis estrangeiros e dificultaram o surgimento de artistas locais, cerco raramente vencido. Maurício de Sousa e a Turma da Mônica é uma querida exceção.

péricles - o amigo da onça

Arte Brazucas

Se durante muito tempo desenhar para a Marvel ou DC era o grande sonho do quadrinista brasileiro, os tempos estão mudando. Nas feiras e eventos da área, de grande ou médio porte, o “artist alley” (viela do artista ou algo assim) acaba mostrando que o quadrinho nacional não só respira, mas floresce.

Uma das atividades mais legais da Comic Con de São Paulo, por exemplo, foi percorrer a área designada aos artistas e trocar experiências e comprar produtos alternativos que, por vezes, não chega às bancas e livrarias.

Para muitos, no entanto, a profissionalização ainda é um sonho, principalmente quando o assunto é quadrinho autoral. Criar HQs no país, na grande maioria das vezes, ainda é uma questão de amor à arte. Os leitores, claro, agradecem.

 

Listinha

Veja abaixo uma pequena indicação do que pode ser encontrado em bancas, livrarias, lojas especializadas e nos sites dos artistas.

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Nos últimos tempos a Maurício de Sousa Produções têm diversificado seus lançamentos. Os quadrinhos tradicionais foram mantidos, mas mangás com versões adolescentes foram sucesso de vendas, assim como o projeto Graphic MSP, que convida artistas consagrados para recriar seus personagens clássicos. Em “Laços” (2013), os irmãos Vitor e Lu Cafaggi fazem um trabalho delicado e divertido com Mônica, Cebolinha e cia.

 

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Daytripper” (2010), dos irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon, enfrenta uma similaridade desconfortável com “Feliz aniversário, Feliz obituário” (2005), de Jefferson Costa e Rafael de Oliveira, que pode ser lida no Blog Quadro a Quadro. Polêmicas à parte, o quadrinho é muito bom e merece uma conferida.

 

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Sabor Brasilis” (2013), do time Pablo Casado, Hector Lima, Felipe Cunha e George Schall representa o universo independente com uma trama que explora os bastidores da produção de uma telenovela de sucesso.

 

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Humor Paulistano” (2014) conta a trajetória da Circo Editorial. Capitaneada por Toninho Mendes, a editora apresentou trabalhos de nomes como Angeli, Laerte, Glauco, Chico e Paulo Caruso, Luis Gê e outros que se estabeleceriam posteriormente como grandes estrelas do quadrinho nacional.

 

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Marcello Quintanilha é um dos grande nomes da nova geração de quadrinistas nacionais. Seu trabalho dá voz aos subúrbios, aos esquecidos pelo poder, enfim, a nós. Sua graphic novel “Tungstênio” (2014) é leitura mais do que recomendada para fãs do gênero.

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Angélica Freitas e Odyr Bernardi se uniram para contar a história de “Guadalupe” (2012), jovem mexicana que, em busca de sua identidade, embarca em uma road trip com seu tio.

 

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Diomedes” (2012), reúne as histórias do detetive Diomedes, personagem criado pelo escritor Lourenço Mutarelli. Gordo e sedentário, o protagonista é um delegado aposentado em busca de alguns trocados para completar o orçamento. Outro clássico do autor de “O Cheiro do Ralo”.

 

Artist´s Alley na CCXP 2015

 

Aldo Gama
Aldo Gama é jornalista
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