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O Sétimo Filho: Clichês e trama fraca matam o filme

Quando algum gênero cai no gosto popular, é normal que apareçam diversas produções surfando na onda. Algumas se sobressaem e conseguem trazer algo de novo para o estilo. Já outras tentam apenas seguir o embalo, apostam suas fichas nos efeitos especiais e atores de ponta, mas se esquecem de investir no roteiro. É o caso de O Sétimo Filho, que estreia hoje nos cinemas brasileiros.

Estrelado por Julianne Moore (que acabou de receber um Oscar de melhor atriz por sua atuação em Para Sempre Alice, que também estreia hoje) e Jeff Bridges, O Sétimo Filho é uma aventura épica, que decepciona pelo excesso de clichês, atuações exageradas, diálogos paupérrimos e uma trama pra lá de manjada.

Em O Sétimo Filho, Julianne Moore é a bruxa Mother Malkin que, depois de passar por um longo tempo aprisionada, consegue se libertar para se vingar e reacender, mais uma vez, a guerra entre as forças do sobrenatural e da humanidade. John Gregory (Bridges) é um Caça-Feitiço que está em busca de um aprendiz (o tal Sétimo Filho de um sétimo filho) para se juntar a ele na luta contra a bruxa e impedir assim, o triunfo do mal.

Além da trama falhar muito no quesito originalidade, os diálogos conseguem empobrecer ainda mais o filme. Isso sem contar os personagens pra lá de batidos como a bruxa jovem que não é tão má assim e se apaixona pelo mocinho; a mãe que presenteia o jovem aprendiz com um misterioso colar que o defenderá da grande vilã (e claro que ele não sabe do poder do presente recebido e muito menos que a mãe era uma bruxa); o grande mestre que castiga o aprendiz, não tem paciência com ninguém e vive mal-humorado; a aliada de Malkin que depois se sacrifica para salvar a vida da filha e por aí vai…

Nem os atores principais salvam O Sétimo Filho do desastre. Julianne Moore exagera mais na caricatura do que os vilões de James Bond na era Roger Moore e Jeff Bridges parece um caipira bêbado com trejeitos e cara de debilóide. Isso sem contar nas poses manjadíssimas que ele faz durante suas lutas. Nem parece que os dois são dois grandes nomes do cinema.

Para não dizer que O Sétimo Filho não acerta em nada, vale destacar a produção do filme, que realmente é muito boa, os feitos especiais que funcionam muito bem (apesar do 3D não ser nada demais) e cenas de ação bem coreografadas. Mas ainda é muito pouco para fazer o filme andar.

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Fabio Martins
Santista de nascimento, flamenguista de coração, paulistano por opção. Ama vídeo game, cinema, séries, música, nerdices e cultura pop em geral.
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