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Mulher-Maravilha | Cinco HQs para conhecer a heroína

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O filme da Mulher-Maravilha (leia nossa crítica aqui) tem levado multidões aos cinemas desde sua estreia em 01 de junho para saciar a curiosidade de todos sobre a performance da israelense Gal Gadot (depois do aperitivo dado em Batman v Superman – Origem da Justiça) como a Princesa Amazona em um filme solo sob a batuta da diretora Patty Jenkins.

A essa altura, já surgiram diversos artigos falando sobre a importância da personagem para o empoderamento feminino e algumas outras curiosidades, como o fato de seu criador, o psicólogo William Moulton Marston, ser o precursor do detector de mentiras.

Mas, o motivo do nosso encontro semanal aqui no Dimensão Geek é falar da nona arte. Então, se você saiu do cinema com aquele gosto de quero mais e está se perguntando “Eu gostei do filme da Mulher-Maravilha e queria ler alguma coisa dela. Por onde eu começo?”, você está no texto certo. Nas linhas a seguir, fizemos um apanhado de alguns arcos e histórias solo nesses 75 anos de Diana Prince que ajudaram de alguma forma a compor a personagem do filme e já foram publicados por aqui. Veja:

Sangue

sangueEm Sangue, conhecemos uma versão da Mulher-Maravilha bem mais focada no lado guerreira. Mas sem abrir mão dos traços de bondade de Diana ao acolher alguém que precisa. Principalmente se for outra mulher e grávida.

A história, primeiro arco da personagem após o reboot da DC Comics, que ficou conhecido como “Os Novos 52”, começa com a pobre Zola fugindo de duas criaturas mitológicas no meio da noite até ser salva por Hermes, deus da velocidade, e colocada sob os cuidados de Diana.

Mais tarde, descobre-se que o filho que Zola está esperando é de ninguém menos do que Zeus e que essa não é a única prole do rei dos deuses nessa história. Com roteiro assinado por Brian Azzarello e arte de Cliff Chiang e Tony Akins, a história revisita o passado da heroína se aprofunda nas raízes da mitologia grega. Figurinha fácil nos catálogos de diversas livrarias e Comic Shops.

Hiketeia

hiketeiaA história, publicada aqui em janeiro de 2003, traz desenhos de J.G. Jones e roteiro de Greg Rucka. Com dois nomes de peso das HQs assinando os trabalhos principais, não poderia vir algo leve. Hiketeia conta história de Danielle Wellys, uma garota de Gotham que pede ajuda à Diana utilizando um juramento da Grécia Antiga, a Hiketeia, que oferece submissão em troca de ajuda. Tudo certo, até a Princesa descobrir que a moça é procurada por assassinato por ninguém menos que o Batman. E agora, como fica a amazona?

O mais interessante dessa história é que ela não levanta bandeiras ou toma lados. Todos os personagens agem por motivos justificáveis e estão fazendo a coisa certa em suas concepções. Hiketeia é um conto sobre humanidade. E por isso traz para os holofotes o cotidiano de Diana Prince quando ela não está salvando o mundo como Mulher-Maravilha, incluindo encontros com chefes de estado e discursos na ONU como embaixadora da Ilha de Temiscira no “mundo do patriarcado”. Uma história para ler e reler, do tipo que você deseja que alguém adapte para outra mídia como filme ou mesmo os ótimos desenhos animados da DC, que saem em DVD e Blu-ray.

Terra UM

terra_umSem dúvida a mais ousada releitura da origem da heroína. Em uma história envolvente e centrada no empoderamento feminino, Grant Morrison – com os desenhos de Yanick Paquette – conta a história da chegada da Mulher-Maravilha no nosso mundo. Com foco na sua relação com seu lar, o piloto Steve Trevor (personagem de Chris Pine no filme) e a cultura do patriarcado.

Em Terra UM, os autores não têm medo de correr riscos. Tabus como a sexualidade de Diana são expostos – afinal, vamos combinar que se ela cresceu em uma ilha habitada somente por mulheres, iria se apaixonar por uma ou mais delas em algum momento. Os comentários da cena do barco certamente foram inspirados por essa HQ.

Além disso, outros preconceitos são colocados em perspectiva. Principalmente na figura de Steve Trevor, retratado aqui como um piloto negro, e na universitária gordinha que dá uma aula sobre o que é personalidade e amar o próprio corpo. Uma leitura imperdível e cuja sequência deve chegar em breve. O número 1 ainda é fácil de encontrar nas livrarias e em bom preço.

Liga da Justiça e Witchblade

LJA_WitchbladeEsse é um crossover entre a DC e a Topcow Comics, que promove um encontro entre a Liga da Justiça e a heroína Witchblade. Para contextualizar, Sara Pexxini é uma detetive de Nova Iorque que tem em seu poder uma das armas mais poderosas já vistas: a luva mística Witchblade, da qual ela nem sempre tem controle. A particularidade da luva é que ela só pode ser usada por mulheres, as quais geralmente enlouquecem no processo.

A história escrita por Len Kaminski e com arte de Mark Pajarillo e Walden Wong não é nenhum primor em termos de profundidade, mas imagine o que  acontece quando a luva dá de cara com alguém forte e inocente como Diana. Pois é, as cenas de luta valem ter essa HQ na coleção. A história saiu aqui em 2002, então exige certo esforço pra garimpar nos sebos, mas a internet dá aquela força, como sempre.

Liga da Justiça – Origem

LJA_OrigemOrigem é o primeiro encadernado da Liga em sua fase dos “Novos 52” além de uma ótima história sobre como os heróis mais famosos do mundo se encontraram, a HQ traz um destaque especial para a Mulher-Maravilha, pois mostra uma heroína inexperiente e impetuosa com sua primeira interação com outros superseres e como isso é quase desastroso. A cena do sorvete que está no filme saiu dessa HQ.

A história, que tem por trás o incrível trio de criadores Geoff Johns (roteiros) Jim Lee, (desenhos) e Scott Williams (arte final), ainda firma os alicerces para o polêmico romance entre a Princesa Amazona e o Superman, que dividiu as opiniões dos fãs na época em que foi publicada pela primeira vez, logo após o reboot da DC.

Enfim, essas são apenas algumas das diversas boas histórias da Mulher-Maravilha. E, recentemente, a heroína ganhou um novo gibi mensal que está saindo aqui pela Panini e faz parte do projeto Renascimento, do qual a gente vai falar mais pra frente aqui no Dimensão Geek.

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Carlos Bazela
Jornalista e leitor compulsivo, é movido por chá preto, cerveja e boas histórias. Principalmente aquelas contadas por desenhos e balões.
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