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Esquadrão Suicida | Crítica do filme

Esquadrão Suicida

Se Esquadrão Suicida, que estréia nessa quinta-feira (2) nos cinemas, for considerado o recomeço do Universo DC nos cinemas, é bom a Warner repensar mais uma vez sua posição neste universo de filmes de heróis. Incrível como depois de alguns fiascos, a empresa ainda não aprendeu que não basta ter uma lista de heróis ou vilões interessantes nas mãos para garantir um bom filme. Sem um roteiro decente e uma direção, no mínimo, competente, é impossível fazer uma produção de qualidade.

Escrito e dirigido pelo fraco David Ayer (Corações de Ferro), Esquadrão Suicida é um erro do início ao fim. Um amontoado de clichês de filmes de super heróis, com uma trama risível, um roteiro sem sal e mal amarrado e com um monte de personagem que estão ali apenas para fazer número. Falta alma, coração, falta tudo nesta nova aventura da DC Comics.

Exceto a ótima trilha sonora – que contém clássicos como “House Of The Rising Sun”, do The Animals; “Sympathy For The Devil”, dos Rolling Stones; “Bohemian Rhapsody”, do Queen e “Back In Black”, do AC/DC, entre outros – o filme é completamente dispensável. Não se engane com as cenas exibidas nos trailers e, principalmente, com os boatos e informações sobre “loucuras” de Jared Leto nos set de filmagens para impressionar a todos com a sua interpretação do Coringa. Ele simplesmente não chega aos pés da impecável atuação de Hedge Leather no papel do palhaço em Batman – O Cavaleiro das Trevas.

A trama de Esquadrão Suicida é simplória e manjada: uma poderosa agente do governo americano reúne super vilões para combater possíveis ameaças dos meta-humanos que estão aparecendo no mundo e podem acabar com a humanidade ou até mesmo com o planeta.

Tirando uma ou outra atuação (Viola Davis como Amanda Waller e Joel Kinnaman, como Rick Flag estão muito bem), o resto é dispensável e esquecível. Não há um desenvolvimento de personagens e por causa disso é difícil você simpatizar ou até mesmo odiar algum membro do Esquadrão Suicida porque não há espaço para eles brilharem. São meros coadjuvantes de alguns outros nomes do elenco que, infelizmente, não correspondem à expectativa.

Talvez o sucesso de Deadpool e o fracasso de Batman V Superman – A Origem da Justiça tenham influenciado a produção. A tal “seriedade” do longa com o Homem Morcego com o Homem de Aço (que não me incomoda, para falar a verdade) é praticamente deixada de lado e o que sobra são os excessos do filme do Mercenário Tagarela da Marvel. Falta um meio termo que ainda não foi captado pelos executivos da Warner. Resta torcer para que esse ponto crucial seja encontrado nos filmes da Mulher Maravilha, Aquaman e da Liga da Justiça. Caso contrário, o Universo DC vai ruir antes mesmo de ser construído.

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Fabio Martins
Santista de nascimento, flamenguista de coração, paulistano por opção. Ama vídeo game, cinema, séries, música, nerdices e cultura pop em geral.
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