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Dunkirk | Crítica do novo filme de Christopher Nolan

Prepare-se para uma experiência única. Vá a uma sala de cinema com tecnologia XD, Imax ou Macro XE, prenda a respiração, sente na poltrona e se deixe levar por uma narrativa peculiar e imagens espetaculares de Dunkirk, novo filme de Christopher Nolan, que mostra um dos momentos-chave da vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial.

Em 1940, as tropas nazistas alemãs encurralaram na cidade portuária de Dunquerque (França) mais de 400 mil soldados ingleses. Com os avanços constantes do inimigo por terra e com pelo ar, com bombardeios incessantes, a derrota parecia inevitável. Mas uma fuga espetacular acabou com os planos de Hitler e permitiu o retorno de 300 mil homens aos seus lares. Esse é o mote de Dunkirk, um dos principais lançamentos do ano até agora.

Diferente de praticamente tudo o que o diretor britânico já fez em quase 20 anos de carreira, Dunkirk tem duas características que marcam grande parte do seu trabalho: a beleza visual e a edição intrincada. A produção se difere também de muitos filmes do gênero. Quase não há sangue ou membros despedaçados em cena, mesmo com os constantes bombardeios. Os diálogos são escassos e quase não há informações sobre os personagens. Mas isso não é nenhum defeito.

A história de Dunkirk se passa em três perspectivas diferentes, baseadas em personagens fictícios. Na praia, onde os acontecimentos se desenvolvem em uma semana; no Canal da Mancha, onde tudo ocorre em um dia e no ar, com tudo acontecendo durante 60 minutos. E é exatamente nesta última parte onde Nolan coloca a sua principal virtude em ação, transformando o filme em um espetáculo visual deslumbrante, hipnotizante e que dentro de uma sala IMAX leva o expectador a uma experiência única. Importante ressaltar que ao adicionar a trilha sonora de Hans Zimmer, o diretor consegue elevar essa qualidade a um nível que chega a ser perturbador, com o incessante tique-taque do relógio, os tiros disparados e bombas lançadas.

A edição intrincada de Dunkirk pode causar certa confusão no início e durante boa parte da projeção, mas nada que compromete a obra. Ao contrário, conforme ela vai cruzando os personagens e situações, ela se mostra complementar e consegue reunir todas as peças, deixando tudo bem claro ao espectador no fim.

Dunkirk não é um filme com o qual o público tradicional de Nolan esteja acostumado. Mas se ele deixar se levar pela proposta do diretor, vai ter a oportunidade de passar por uma experiência fantástica, tensa e incrível, que consegue prender o espectador na cadeira durante duas quase duas horas de projeção. Não é nenhum exagero afirmar que este é o seu melhor trabalho e um dos melhores filmes de guerra de todos os tempos.

Dunkirk
Direção e roteiro:
Christopher Nolan
Elenco: Fionn Whitehead, Tom Glynn-Carney, Jack Lowden, Harry Styles, Aneurin Barnard, James D’Arcy e Barry Keoghan, além de Kenneth Branagh, Cillian Murphy, Mark Rylance e Tom Hardy.
Duração: 1h46min

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Fabio Martins
Santista de nascimento, flamenguista de coração, paulistano por opção. Ama vídeo game, cinema, séries, música, nerdices e cultura pop em geral.
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