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Deadpool | Humor, ação e sacanagem

Hoje já sabemos que Deadpool é um sucesso nas bilheterias, tendo arrecadado US$ 135 milhões no final de semana de estreia, recuperando o orçamento de US$ 58 milhões e dando um lucro enorme ainda nos primeiros dias. Com isso, é a mais lucrativa estreia de um filme com classificação adulta (R-Rated) na história estadunidense, além da maior arrecadação inicial para um diretor em seu primeiro filme. Mas dinheiro não é tudo, não é?

Em Hollywood é sim, mas isso não vem ao caso que queremos discutir, que é o mérito artístico da obra em análise, algo questionado por uma série de cinéfilos que assistiram ao filme. Entre as principais reclamações está a ausência de um roteiro de maior densidade, a superficialidade dos personagens que não se desenvolvem e o excesso de violência e palavrões – além de piadas sem graça.

Como esse texto é opinativo, posso respeitosamente recomendar que esses críticos busquem nas bibliotecas um exemplar de “Notas do Subterrâneo”, do escritor russo Fiódor Dostoiévski, e não aborreçam. Deadpool é um filme que não se leva a sério, uma adaptação de um quadrinho que não se leva a sério, cuja única pretensão é divertir a platéia. E isso o filme faz.

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Spoliers adiante, leia por conta e risco

Tem sempre muita coisa acontecendo na tela, muito sangue e explosões. E romance, que ninguém é de ferro. Nem Colosso (X-Men), convidado especial, que é de aço orgânico. Wade Wilson, antes de se tornar o “mercenário com boca”, se apaixona pela prostituta Vanessa, vivida pela brasileira Morena Baccarin. Essa love story rende boas risadas, já que celebram várias datas do ano com maratonas de jogos sexuais, inclusive uma hilária inversão de papéis no Dia das Mulheres.

Um outro destaque simpático é a maneira como Ryan Reynolds (Deadpool) é capaz de rir de si mesmo, já que o filme faz diversas referências à fracassos do ator, como os horrorosos “Lanterna Verde” e “X-Men Origens: Wolverine”, quando interpretou uma versão bizonha do próprio Deadpool.

O ritmo da história é bem administrado, garantindo uma mescla de humor e ação bem sucedida, lembrando muito o igualmente divertido “Homem Formiga”. Boa parte das piadas vêm da quebra da quarta parede, já que Deadpool fala com a platéia com frequência, chegando mesmo a sugerir que a utilização de apenas dois X-Men se deva a um problema de orçamento.

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Em resumo, temos um pouquinho de nudez e sexo simulado, muitos palavrões, muito sangue e explosões, piadas com pum e fluidos etc. É um filme feito para descansar a cabeça, para rir sem muito raciocínio e lembrar que levar a sério filmes de super-heróis não é muito sensato.

Ah, e como em todo filme da marvel, fique até o final dos créditos.

 

Aldo Gama
Aldo Gama é jornalista
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