Crítica| Tomorrowland – Um lugar onde nada é impossível

Assim como “Piratas do Caribe” e “Mansão Mal-Assombrada”, “Tomorrowland – Um lugar onde nada é impossível” é um filme inspirado em um dos brinquedos da Walt Disney World. Dirigida por Brad Bird (Os Incríveis e Missão: Impossível – Protocolo Fantasma) e estrelada por George Clooney, a aventura futurística derrapa no excesso de clichês, na previsibilidade da trama e no final irrisório.

Em Tomorrowland, Casey Newton (Britt Robertson) é uma jovem bonita, inteligente, conscientizada e otimista. Características que fazem dela ser considerada uma das escolhidas da pequena Athena (Raffey Cassidy), uma recrutadora de sonhadores e de pessoas que podem fazer a diferença. Graças a um pequeno broche, ela consegue visualizar um lugar enigmático conhecido como Tomorrowland, onde os outros escolhidos tentam salvar a Terra dos problemas causados pelo homem. Para chegar ao local, ela precisará da ajuda do cientista velho e rabugento Frank Walker (George Clooney) que passou parte de sua vida nesse mundo futurista e que não tem a menor intenção de voltar.

O filme começa interessante, com Walker ainda criança tentando vencer um concurso de ciências e sendo recrutado por Athena para morar em Tomorrowland. Mas, depois que a trama chega ao presente, tudo vai por água baixo. A jovem sonhadora e simpática que tenta reaquecer a chama do velho mal humorado e desiludido com a humanidade.

A mensagem ecológica de Tomorrowland – sim, o filme tem mensagem ecológica – lembrada pelo personagem de Hugh Laurie (o famoso Dr. House) beira o patético. O planeta está dando sinais que seus recursos naturais estão se esgotando e o homem está ignorando essas dicas por causa de sua ganância. E se ele quiser que o nosso futuro seja mais Walt Disney World e menos Mad Max ele precisa mudar sua atitude agora. Já deu né?

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Fabio Martins
Santista de nascimento, flamenguista de coração e paulistano por opção. Fã de cinema, música, HQ, games e cultura pop.