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Crítica| O Exterminador do Futuro 5: Gênesis

A essa altura do campeonato não é preciso dizer que O Exterminador do Futuro 5: Gênesis é um filme feito apenas para os fãs da saga né? Os não iniciados ficarão perdidinhos da Silva, ainda mais porque o longa dirigido por Alan Taylor e estrelado por Arnold Schwarzenegger faz diversas referências ao primeiro filme da série e brinca com as viagens e linhas alternativas do tempo.

E esse é o grande trunfo de O Exterminador do Futuro 5: Gênesis. O filme, assim como Jurassic World, poderia muito bem ser considerado um reboot da saga porque de certa maneira ele reconta a história iniciada de maneira brilhante por James Cameron em 1984. Outra vantagem do longa é que ele ignora completamente o insosso O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas (2003) e o péssimo O Exterminador do Futuro 4: A Salvação (2009).

O filme começa justamente do ponto de partida da história que conhecemos, com John Connor (Jason Clarke), líder da resistência humana, enviando o sargento Kyle Reese (Jai Courtney) de volta para 1984 para proteger sua futura mãe Sarah Connor (Emilia Clarke) e salvaguardar, assim, o futuro da humanidade. Uma mudança inesperada durante o seu teletransporte cria uma diferente linha do tempo e ele acaba caindo numa outra realidade encontrando no lugar daquela assustada garçonete, uma Sarah Connor pronta para a guerra e protegida desde os anos 70 por um robô T-800 a quem ela chama carinhosamente de Papi.

Não espere uma trama muito bem elaborada ou alguma explicação muito lógica para essa nova linha do tempo e o que vem a seguir. Aliás, esse artifício de realidade parapela serve mesmo para, de certo modo, explicar sem explicar muita coisa. O Exterminador do Futuro 5: Gênesis é um filme de ação bem feito, com ótimos efeitos especiais e boas pitadas de humor, principalmente com Schwarzenegger que trocou os socos (o robô está velho, né minha gente?) pelos sorrisos. Aliás, a explicação do envelhecimento do robô não é nada convincente, mas tudo bem. A gente aceita assim mesmo. Ah, e não vá embora do cinema logo após o final do filme porque tem uma cena na metade dos créditos.

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Fabio Martins
Santista de nascimento, flamenguista de coração, paulistano por opção. Ama vídeo game, cinema, séries, música, nerdices e cultura pop em geral.
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