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As trilhas boas em filmes ruins

Quando terminamos de assistir a um filme no cinema (ou em casa), sempre temos nossas impressões sobre a qualidade dele. Se é bom, rasgamos elogios e certamente vamos vê-lo mais de uma vez. Mas, se o resultado é ruim, certeza que vamos esquecer dele em minutos (ou deixa-lo no seleto grupo de “é tão ruim que é bom”).

Mas, certamente, a trilha sonora (ou, nesse caso a música do filme, para os “puritanos”) é parte essencial de um longa e, para muitas pessoas, tão importante quanto, marcando pra sempre a vida da pessoa.

Agora, e quando o filme é ruim, mas a trilha sonora vale muito a pena? O jeito é ignorar a “obra” cinematográfica e contemplar as músicas. Por isso, aqui vai uma listinha de alguns filmes-bomba, mas que têm músicas em sua trilha que são bem bacanas (pelo menos para este blogueiro aqui, claro).

“A Casa de Cera” – 2005

Como eu já disse por aí, quando gosto de um ator ou de uma atriz, assisto todos os filmes da carreira dele (a).

Com a Elisha Cuthbert (a Kim Bauer, de “24 Horas”) acontece esse fenômeno. Ela pode fazer uma porrada de filme ruim – e olha que essa parece ser a especialidade da moça – , mas lá estou eu assistindo.

“A Casa de Cera” é uma refilmagem de um “clássico” do terror da década de 1950. A sinopse? Pouco importa. O filme tem uma “interpretação” péssima de Paris Hilton – o que um pai rico não faz, não é mesmo?

A trilha tem bandas do calibre de Deftones – “Minerva” – e Disturbed, com a paulada “Prayer”.

“Crepúsculo” – 2008

Desde o primeiro longa, os “vampirinhos” do bem (e os executivos dos estúdios, claro) têm se esmerado para fazer filmes ruins e trilhas fantásticas.

O filme de estreia da “saga” tem em sua trilha sonora bandas como Muse, Paramore, Linkin Park e Collective Soul.

O segundo volume, “Lua Nova” tem, entre outras feras, Thom Yorke, The Killers e Death Cab For Cutie.

Mas a melhor trilha é a do terceiro longa. “Eclipse” traz Muse (única banda presente nos três álbuns) e a fantástica música de Florance and The Machine, “Heavy Your Arms”, que você vê abaixo.

“A Prova Final” – 1998

Pegue um roteirista famoso (Wes Craven) e um diretor em ascensão (Robert Rodriguez). Junte um elenco de estrelas (Josh Hartnett, Elijah Wood) e você tem um filmaço, certo? Mais ou menos.

“A Prova Final” é um daqueles filmes que, certamente, nem Robert Rodriguez nem Wes Craven devem ter muito orgulho de terem realizado. Eu não teria…Mas a trilha sonora é tão boa que vale uma espiada no filme.

O destaque vai para o Class of ’99 , banda formada especialmente para a trilha e que tem o finado Layne Stanley (Alice in Chains) no vocal, Tom Morello (Rage Against the Machine, Audioslave, prophets of Rage) na guitarra, Stephen Perkins (do Jane’s Addiction) na bateria e Martyn LeNoble (do Porno for Pyros) no baixo. A música? Uma versão matadora de “Another Brick in the Wall” do Pink Floyd.

A trilha ainda tem Offspring, Oasis, Creed e Soul Asylum fazendo covers de bandas/artistas dos anos 1980. Sensa!

“Batman Eternamente” – 1995

Eu sempre dou um jeito de falar de Batman e do Metallica nos meus posts (há!), mas dessa vez não é com muito orgulho.

“Batman Eternamente” não é pior do que “Batman&Robin” mas já dá pra sacar qual é a “pegada” do Joel Schumacher nesta versão, no mínimo, “espalhafatosa” do Morcegão.

Já a trilha, ah, meus amigos (e amigas) traz o suprassumo do rock! Destaque para uma das poucas músicas do U2 que gosto: “Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me”.

Artistas do calibre de PJ Harvey, Flaming Lips, Nick Cave, Seal e Offspring também estão no disco. Ouça bem alto.

E aí, faltou alguma trilha boa de um filme ruim na lista? Diz pra gente aqui.

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Anderson Silva
Pai do Igor e da Isadora, marido da Marcia. Anderson "The Spider Nerd" Silva não é o lutador de MMA. Curte quadrinhos, é fã do Batman, do Metallica e admirador da cervejinha com os amigos. Tem um mau humor característico. Jornalista e assessor de imprensa.
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