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Anos 80 | A Garota de Rosa Shocking, 30 anos depois

Este mês, mais precisamente no dia 28, o filme “A Garota de Rosa Shocking” (Pretty in Pink) completa 30 anos. Algumas sessões comemorativas foram organizadas para celebrar um dos filmes mais influentes da década, que também ganhou um relançamento com direito a reunião do elenco e discussões sobre um final alternativo. Produzido pelo mestre do cinema teen daquele período, John Hugues, foi dirigido por seu amigo  Howard Deutch – que dirigiria outra produção de Hugues, “Alguém Muito Especial” (1987).

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Para muitos que viveram aqueles anos, o filme capturou boa parte das angústias vividas por jovens ocidentais. A personagem central e heroína, é Andie, vivida pela atriz Molly Ringwald, grande musa de Hugues. Seu melhor amigo, Duckie, era interpretado por Jon Cryer (que muitos anos depois se tornaria Alan, de “Two and a Half Men”). James Spader era Steff, um vilão teen. Andrew McCarthy é Blane, o príncipe encantado.

A trama é simples, com Andie sendo uma garota batalhadora que mora com o pai e enfrenta problemas financeiros. Seu amigo mais próximo é Duckie, um sujeito sensível e meio esquisito, que é apaixonado por música e por ela. Mas Andie, claro, vive sonhando com Blane, bonitão e rico. Steff também tem grana, mas é malvadão e quer que o romance entre Andie e Blane, de classes sociais diferentes, fracasse.

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Não é bem a história, mas como ela se apresenta o fator responsável por seu sucesso. Hugues conhecia a linguagem dos adolescentes da época e já havia provado isso anteriormente, com os igualmente bem sucedidos “Gatinhas e Gatões” (1984) e “Clube dos Cinco”(1985). Não por coincidência, os dois também estrelados por  Ringwald.

A trilha sonora, outro destaque, entrou para a lista de “Melhores Trilhas Sonnoras de Todos os Tempos” da revista Rolling Stone, que a descreveu da seguinte maneira:

“Incontáveis garotas em todo o mundo derramaram lágrimas durante os créditos finais (do filme), cantarolando junto com “If You Leave”  da O.M.D. (Orchestral Manoeuvres In The Dark) e soluçando “Por que, Molly? Por quê?”.  A maioria dos filmes adolescentes dos anos 80 tinha trilhas sonoras repletas de bobagens pasteurizadas, mas a  curadoria de John Hughes fez dessa uma das melhores antologias da new wave. É bem melancólica, com músicas de Echo and the Bunnymen, New Order e The Smiths – o tipo de música que Duckie precisa ouvir sentado sozinho em seu quarto.”

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Curiosidades

O nome do filme foi tirade de um single da banda The Psychedelic Furs de 1980 e uma versão orquestral pode ser ouvida em alguns momentos do filme.

O papel de Duckie foi oferecido inicialmente para Anthony Michael Hall, que teve medo de repetir o papel de geek e ficar marcado como ator. Hugues considerou Robert Downey Jr. para o papel, mas acabou escolhendo Jon Cryer.

Quando começou a escrever o roteiro, John Hugues já tinha escolhido Ringwald para interpretar Andie. A atriz recusou o papel inicialmente, mas como a produção teve dificuldades em encontrar uma sibstituta, ela acabou reconsiderando.

A produção do filme consumiu cerca de US$ 6 milhões, tendo arrecadado  US$ 40 milhões em seu ano de lançamento, sendo a 22ª bilheteria de 1986.

No episódio “The Ol’ Mexican Spinach“, do seriado “Two and a Half Men”, Alan (interpretado por Jon Cryer) se veste como Duckie para o Halloween.

Inicialmente, o filme tinha um final bem diferente, com Andie e Duckie terminando juntos. Mas exibições testes mostraram que a platéia não ficou feliz com a escolha, o que fez Hugues refilmar com Andie e Blane fazendo as pazes. Para a primeira versão, a banda OMD tinha escolhido a música  “Goddess of Love“, mas para o final substituto acabaram usando “If You Leave”.

 

 

Aldo Gama
Aldo Gama é jornalista
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