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Análise: Segundo pacote do DLC de Mario Kart 8 (Wii U)

Em 30 de maio de 2014, Mario Kart 8 foi lançado como a tábua de salvação para o agonizante Wii U. A estratégia deu certo. Segundo a própria Big N, a venda do console mais do que dobrou entre abril e setembro do ano passado. Apenas no Reino Unido elas cresceram em mais de 600%. Isso, por si só, já mostra força da franquia, mas um jogo não conseguiria carregar sobre os ombros essa responsabilidade por muito tempo se não fosse, no mínimo, excelente. E essa é a questão.

Mario Kart 8 deu um novo fôlego à série se arriscando tanto quanto em seu último título de maior sucesso, Mario Kart Double Dash!!, de 2003. Talvez até por isso a grande atração do novo pacote de DLC lançado no dia 23 de abril de 2015 seja uma prova que marcou o título do Game Cube, a insana Baby Park. Sim, a pista oval com cascos ricocheteando para todos os lados está de volta! E além de bilhar com a nova resolução e riquezas de detalhes de seu entorno, a corrida dos bebês Mario e Luigi é toda em antigravidade, somando mais um fator de loucura à equação.

Se bem que, falando em inovação, por mais que as oito pistas novas sejam muito atraentes, não há como negar que a cereja no bolo seja a categoria 200cc. Inédita até hoje na franquia, que até hoje tinha a 150cc como a mais veloz. Acha que isso é pouco? A 200cc é tão rápida que todas as provas ganharam uma formatação completamente diferente, por mais que você já tenha os traçados decorados. É como aprender a dirigir os karts da turma do encanador bigodudo de novo! O que mais um fã poderia pedir?

Assim como o primeiro, lançado em 13 de novembro, o segundo pacote traz duas novas Copas (Crossing Cup e Bell Cup) com quatro pistas cada. Além disso, três personagens (Villager, Isabelle e Dry Bowser), sendo que o Villager, de Animal Crossing, possui versão masculina e feminina. E quatro novos veículos, os karts Streetle e P-Wing, e as motos Citty Tripper e Bone Rattler.

Pistas

Já vou avisando, as provas do segundo pacote estão lindas! Já falamos da aguardada Baby Park, mas além dela, há três provas antigas revisitadas. Duas delas bem surpreendentes: Cheese Land e Ribbon Road. Isso porque elas faziam parte de uma edição esquecida da série, Super Circuit, do Game Boy Advance. Aliás, por isso mesmo estão bem diferentes. Porém, enquanto a primeira é mais uma boa pista estilo deserto – se bem que com uma cara levemente diferente –, a segunda ganhou uma recauchutagem incrível. É como se a prova fosse disputada em um quarto de uma criança cheia de brinquedos. A única decepção do DLC é a última pista dessa categoria, Neo Bowser, que não tinha deixado saudades no 3DS em 2011 e é quase uma cópia xerox de sua antecessora.

Dos circuitos inéditos não há o que reclamar. Wild Woods é talvez a mais bonita de todas e é muito bem balanceada. Já em Super Bell Subway você corre em uma estação de metrô, às vezes tendo de desviar de trens. Sucesso no primeiro pacote, a pista em homenagem ao jogo F-Zero ganha uma irmã, Big Blue. E, convenhamos, uma irmã bem mais bonita e desafiadora. Ela funciona como Mount Wario, uma grande decida sem voltas. Quem sabe essa obsessão por F-Zero não traga o Captain Falcon como um personagem em um futuro DLC? Ficaremos na torcida.

No entanto, a grande inovação vem com o percurso Animal Crossing. A pista é até bem simples, mas o legal é que você pode joga-la durante as quatro estações, com leves mudanças de uma para outra. Como rampas que não estão lá no inverno porque as águas do córrego que você tem de saltar sobre durante verão, outono e primavera, agora estão congeladas. E por aí vai.

Veredito final
A Nintendo acerta em cheio com o DLC de Mario Kart 8, dando ainda mais longevidade ao melhor jogo do Wii U até o momento. E o segundo pacote consegue ser melhor do que o primeiro, com pistas lindas. Além disso, a nova categoria 200cc dá uma nova cara ao desafio de dirigir os karts da série. Se você ainda não jogou, não sabe o que está perdendo.
Nota 9,5 – Quase perfeito

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Rafael Argemon
Rafael Argemon é jornalista com mais de 15 anos de experiência em mídia online. Passou por portais como NetGol, Estadão, R7, MSN e UOL. Já atuou na editoria de esportes, TV, cultura e games. Também trabalhou como tradutor de filmes e programas de TV, traduzindo mais de 200 títulos entre ficção, documentários, animações, séries e reality shows. Atualmente é editor da Time Out São Paulo, publicação que faz parte de uma rede presente em mais de 50 cidades espalhadas por mais de 30 países.
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Rafael Argemon é jornalista com mais de 15 anos de experiência em mídia online. Passou por portais como NetGol, Estadão, R7, MSN e UOL. Já atuou na editoria de esportes, TV, cultura e games. Também trabalhou como tradutor de filmes e programas de TV, traduzindo mais de 200 títulos entre ficção, documentários, animações, séries e reality shows. Atualmente é editor da Time Out São Paulo, publicação que faz parte de uma rede presente em mais de 50 cidades espalhadas por mais de 30 países.