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Análise: Mario Party 10 do Nintendo Wii U

Não se mexe em time que está ganhando, certo? Para a Nintendo essa regra não se aplica a todos os seus jogos. No mercado há 17 anos, a série Mario Party diverte gerações com seus jogos de tabuleiro eletrônicos recheados de mini games deliciosos, mas o caldo – que já não tinha o sabor de décadas atrás – entornou de vez na versão do jogo para o Wii. E, por incrível que pareça, a Big N resolveu manter a receita.

Nesta nova edição da festa do encanador bigodudo para o Wii U, assim como no jogo anterior, todos os jogadores participam de rodadas ao mesmo tempo. A ideia é deixar a jogatina mais ágil, porém, isso acaba com toda a estratégia que ainda existia em Mario Party, transformando o resultado de cada partida em uma mera questão de sorte.

Outra questão ainda mais preocupante é a falta dos tão adorados mini games. É bom dizer que eles ainda continuam incríveis, mas você só os joga quando dá a sorte de cair em um dos poucos espaços dos tabuleiros reservados para tal. É possível jogar uma partida inteira sem jogar um mini game sequer! E isso é imperdoável. Além disso, os tabuleiros são bem grandes e as partidas duram apenas uma volta neles, enterrando de vez qualquer possibilidade de manobras estratégicas.

Novidades para o bem a para o mal
Há duas grandes novidades em Mario Party 10. Uma delas – e a melhor – é o modo Bowser Party, em que um jogador controla o malvado Bowser contra outros quatro jogadores que formam o Team Mario. E mais uma vez, os mini games são o destaque. Usando o gamepad (de uma forma muito bem sacada), você pode torturar a turminha do Mario das formas mais divertidas e até tentar enganá-los com marcações feitas no touchpad. No entanto, são apenas 10 mini games, o que deixa o modo repetitivo após poucas partidas.

Isso sem contar que a disputa é totalmente desigual. Enquanto o Team Mario anda pelo tabuleiro com apenas um dado para cada jogador em uma rodada e com risco de ficar preso em algum obstáculo, Bowser pode usar quatro de uma vez. E mais! Se ele não gostou do resultado, tem a chance de cancela-lo e tentar a sorte de novo.

Outra inovação do jogo é o uso dos Amiibos, aqueles bonequinhos físicos que interagem com os jogos quando você os encosta no gamepad. Em Mario Party 10 eles abrem um modo de jogo com tabuleiros mais simples, lembrando ainda mais um jogo tradicional de papelão. Mas o que poderia ser um acréscimo bem interessante para a série, não surte o efeito desejado, porque os tabuleiros são extremamente simples e enfadonhos. Além disso, para jogar a versão de cada personagem diferente você precisa ter todos os bonequinhos Amiibo – que não são nada fáceis de encontrar por aqui – compatíveis com o jogo.

Veredito final

Mario Party 10 chega ao Wii U assim como terminou sua temporada no Wii: um fantasma opaco de um passado brilhante. Quer se divertir com a série? Jogue Mario Party 3, para Nintendo 64 ou Mario Party 5 (o meu preferido), para o Game Cube.

Nota 5 – Mais ou menos

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Rafael Argemon
Rafael Argemon é jornalista com mais de 15 anos de experiência em mídia online. Passou por portais como NetGol, Estadão, R7, MSN e UOL. Já atuou na editoria de esportes, TV, cultura e games. Também trabalhou como tradutor de filmes e programas de TV, traduzindo mais de 200 títulos entre ficção, documentários, animações, séries e reality shows. Atualmente é editor da Time Out São Paulo, publicação que faz parte de uma rede presente em mais de 50 cidades espalhadas por mais de 30 países.
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Rafael Argemon é jornalista com mais de 15 anos de experiência em mídia online. Passou por portais como NetGol, Estadão, R7, MSN e UOL. Já atuou na editoria de esportes, TV, cultura e games. Também trabalhou como tradutor de filmes e programas de TV, traduzindo mais de 200 títulos entre ficção, documentários, animações, séries e reality shows. Atualmente é editor da Time Out São Paulo, publicação que faz parte de uma rede presente em mais de 50 cidades espalhadas por mais de 30 países.