Novidades

Adaptação: Ótimos filmes que viraram belas séries

O canal ABC divulgou que já está escolhendo o elenco para a versão televisiva de Quem Vê Cara Não Vê Coração, comédia estrelada pelo humorista John Candy e que revelou o garoto Macaulay Culkin para o mundo. Sabendo que nem sempre uma adaptação do cinema para a TV é fácil, fizemos um Top 5 com as melhores adaptações que migraram das telonas para as telinhas. Confira abaixo:

Psicose – Bates Motel
Obra-prima do mestre do suspense, Alfred Hitchcock, o filme conta a história de Marion Crane(Janet Leigh), uma secretária que rouba 40 mil dólares do trabalho e foge. Durante a fuga, ela enfrenta uma forte tempestade, erra o caminho e chega em um velho hotel que é administrado por um sujeito atencioso chamado Norman Bates (Anthony Perkins), que nutre um forte respeito e temor por sua mãe. Marion decide passar a noite no local, sem saber o perigo que a cerca.

Exibida desde 2013, a adaptação mostra como Norman Bates (Freddie Highmore) se tornou psicótico entre sua infância e a adolescência, explicando a conturbada relação afetiva com sua mãe Norma (Vera Farmiga) e como isso ajudou a criar um dos mais conhecidos maníacos da história do cinema. É uma série agradável, muito bem produzida, com um bom elenco e que, embora não seja brilhante como o filme, ela cumpre muito bem o seu papel.

O Silêncio dos Inocentes – Hannibal
Outra obra-prima do cinema norte-americano, com atuações magistrais de Anthony Hopkins e Jodie Foster, o filme mostra a relação entre a jovem agente do FBI, Clarice Starling, e o psiquiatra canibal Hannibal Lecter que, preso numa instituição psiquiátrica, ajuda a agente na caçada ao serial killer conhecido como Buffalo Bill.

Também exibida desde 2013, a série acompanha a trajetória do agente do FBI Will Graham em seu trabalho de traçar perfis criminosos e sua inusitada parceria com o brilhante psiquiatra Dr. Hannibal Lecter, que o ajuda na caça de um serial killer. Para quem não conhece a história original, é Will quem prende o Dr. Lecter na instituição psiquiátrica onde ele anos mais tarde conhece e ajuda a agente Clarice. Embora tenha uma audiência fraca, principalmente pelo seu ritmo um pouco arrastado, a adaptação tem uma fotografia belíssima, história envolvente e um elenco de primeira, com destaque para Mads Mikkelsen (Hannibal Lecter), Hugh Dancy (Will Graham) e Laurence Fishburne (Jack Crawford).

Fargo
A comédia de erros e com muito humor negro dos Irmãos Coen se passa em 1987, na cidade de Fargo, no Dakota do Norte. Onde vive o fracassado Jerry Lundegaard (William H. Macy), gerente de uma revendedora de automóveis, que resolve dar um golpe no sogro milionário, forjando o sequestro da própria esposa (Kristin Rudrud). Uma série de acontecimentos não previstos coloca o plano por água abaixo e transforma a ação em um triplo assassinato que será investigado pela policial grávida Marge Gunderson (Frances McDormand).

Vencedora do Globo de Ouro 2015 nas categorias Melhor Minissérie/Filme feito para TV e Melhor Ator (Billy Bob Thornton), a adaptação se passa anos depois dos acontecimentos do filme, mas não tem uma relação direta com a produção. Ela apenas usa alguns elementos, usa o enredo parecido (sujeito banana que tenta se dar bem e uma série de fatores colocam o plano abaixo) e atores e produção de primeira. Além de Bob Thorton, o astro Martin Freeman (Sherlock e O Hobbit) estrela a produção.

Indiana Jones – O Jovem Indiana Jones
Um dos filmes mas divertidos de todos os tempos, fruto da parceria entre Steven Spielberg e George Lucas, com atuação magistral de Harrison Ford, a trilogia (sim, eu ignoro o quarto filme da série) mostra as aventuras do arqueólogo Indiana Jones em sua busca por artefatos raros para evitar que eles caiam nas mãos de pessoas gananciosas ou que farão mau uso de relíquias como a Arca da Aliança e o Santo Graal.

Produzida entre 1994 e 1996, a adaptação mostrava as aventuras de infância e adolescência de Indiana Jones (vividos na infância pelo ator Corey Carrier e Sean Patrick Flanery na adolescência) quando adota o pseudônimo de Henry Defense na Primeira Guerra Mundial e George Hall como velho arqueólogo. Claro que a série não chega perto dos filmes, mas a diversão é garantida e os episódios são ótimos.

MASH
Um dos clássicos dirigidos pelo grande e saudoso Robert Altman, é essa ótima comédia sobre guerra, que conta a história de uma unidade médica militar (MASH – Mobile Army Surgical Hospital) que opera durante a Guerra da Coreia mas com alusões a Guerra do Vietnã que estava em andamento na época do lançamento do filme. O filme conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes; faturou o Globo de Ouro na categoria Melhor Comédia ou Musical e foi indicado a cinco Oscars, conquistando a estatueta de Melhor Roteiro Adaptado.

Produzida originalmente entre 1972 a 1983, a série é considerada um dos mais importantes manifestos anti-bélicos da TV americana. O seriado criticava principalmente a Guerra do Vietnã (que estava acontecendo no mesmo período de exibição da série) e abordava também a Guerra da Coréia, igualmente violenta. O show ficou 11 anos no ar, com 251 episódios. O episódio final da série, exibido em 1983, manteve o recorde de audiência da televisão norte-americana (105,97 milhões de espectadores) até o dia 7 de fevereiro de 2010, sendo superado pela 44ª edição do Super Bowl (106,5 milhões) .

Fabio Martins on twitterFabio Martins on linkedinFabio Martins on instagramFabio Martins on googleFabio Martins on facebookFabio Martins on email2
Fabio Martins
Santista de nascimento, flamenguista de coração, paulistano por opção. Ama vídeo game, cinema, séries, música, nerdices e cultura pop em geral.
About Fabio Martins (391 Articles)
Santista de nascimento, flamenguista de coração, paulistano por opção. Ama vídeo game, cinema, séries, música, nerdices e cultura pop em geral.