Vingadores: Guerra Infinita | Crítica do filme

Ninguém poderia imaginar que em apenas 10 anos de criação, a Marvel pudesse ser capaz de criar seu universo nas telas de cinema. Mesmo no final de Homem de Ferro, de 2008, na cena pós crédito Nick Fury encontrasse com Tony Stark para falar sobre o projeto Vingadores, ninguém apostaria suas fichas que isso realmente aconteceria. Pois, foi exatamente isso que aconteceu. Vingadores: Guerra Infinita celebra sua década com seu universo, colocando no mesmo filme praticamente tudo o que vimos nas 18 produções anteriores. E faz isso de uma maneira sublime, com todos os elementos funcionando em sincronia, como se fosse uma sinfonia. Embora tenha algumas falhas, este é o filme que definitivamente entrará para a história como a grande obra do Universo Marvel.

A história de Vingadores: Guerra Infinita é bastante simples e pode ser resumida em uma única frase: Thanos parte em busca das seis joias do infinito para dizimar metade da população, pois acredita que esta é a melhor maneira de equilibrar o universo. O Titã Louco, aliás, é dono do filme. Como demais os personagens principais já foram apresentados em seus filmes solos, o vilão é o único com um arco a ser desenvolvido no longa, onde conhecemos um pouco do seu passado, suas motivações, seu poder, inteligência e maldade. Grande parte do sucesso do personagem se deve a escolha de Josh Brolin como seu intérprete. Mesmo com o CGI, ele consegue dar vida, passar emoções e fazer com que acreditemos que Thanos é real.

Chega a ser impressionante a maneira como a Marvel consegue reunir uma equipe de super-heróis tão gigantesca e tão diferente em um único filme e fazer com que eles interagem da melhor maneira possível sem perder suas características. Dividido em pequenos núcleos com histórias se cruzando em países e planetas diferentes, eles dialogam como se estivessem juntos há muito tempo, sem parecer forçados ou soarem falsos. A interação é genuína e a grandiosidade também.

Claro que o filme não é perfeito e tem duas falhas. Uma delas é o excesso de personagens principais. Isso faz com que muitos heróis aparecem rapidamente ou praticamente não dão o ar de suas graças. Também é impossível se aprofundar em sub tramas, como a Ordem Negra de Thanos. Sendo assim, seus seguidores aparecem pouco e são meros escadas para o Titã Louco e nada mais.

Mas ao mesmo tempo que alguns heróis são deixados um pouco de lado, outros aparecem para finalmente brilhar. Thor é o principal deles. Depois de dois filmes péssimos e um terceiro mais cômico, onde ele não é explorado devidamente, enfim o verdadeiro Thor, aquele que conhecemos e adoramos nas HQs, dá o ar de sua graça e mostra ao mundo porque é o Deus do Trovão.

Claro que visualmente falando, Vingadores: Guerra Infinita é espetacular. Além do ótimo CGI de Thanos, os efeitos visuais do filme e a fotografia são sublimes e o que se vê na tela é um verdadeiro espetáculo. Tudo cuidado com delicadeza e maestria. Deslumbrante do início ao fim.

Por se tratar da primeira parte de dois filmes, claro que o final deixa ponta aberta para a segunda e última parte que chegará aos cinemas em 2019. A única cena pós crédito faz uma ligação direta com esta continuação. O difícil mesmo será esperar até lá para vermos esse belíssimo ciclo chegar ao fim.

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Fabio Martins
Santista de nascimento, flamenguista de coração e paulistano por opção. Fã de cinema, música, HQ, games e cultura pop.