Pixels| Crítica do filme

Um dos principais problemas de Pixels, comédia estrelada por Adam Sandler, é a falta de foco. O filme mira em dois públicos diferentes, mas não consegue atingir nenhum deles. Os nostálgicos que gostam dos revivals dos anos 80 não vão rir das piadas infantis do longa e os adolescentes que (com muito esforço) rirem das piadas, não entenderão as referências oitentistas. Falta foco, falta roteiro e, principalmente, falta graça a produção.

O filme até começa interessante para quem viveu nos anos 80 e, principalmente, para quem jogava arcade e videogame na época. Quem ficava esperando o fliperama abrir para comprar fichas e correr para sua máquina favorita vai adorar essa parte do filme. Pena que ela dure uns cinco minutos. Depois o longa se torna mais um filme ruim estrelado por Adam Sandler.

A premissa de Pixels é interessante: aliens interpretam um arquivo em vídeo da Terra com imagens de jogos de arcade clássicos como uma declaração de guerra contra eles. Os alienígenas resolvem invadir o planeta e usam esses games dos anos 80 como modelos para suas várias ofensivas. O presidente dos EUA, Will Cooper (Kevin James) busca ajuda de seu melhor amigo de infância, o nerd Sam Brenner (Adam Sandler), vice-campeão de um torneio de video game nos anos 80 e agora um instalador de home theater, para liderar uma equipe de jogadores veteranos (Peter Dinklage e Josh Gad), derrotar os alienígenas e salvar a humanidade.

Mas aí entra outro problema grave de Pixels: o roteiro. Ou, melhor dizendo, a falta dele. Pixels é um festival de piadas sem graça, atuações embaraçosas (nem Peter Dinklage se salva) e um protagonista que insiste em fazer o mesmo papel em todo filme que atua. Ele é a versão americana do Didi Mocó. O bobalhão atrapalhado que consegue virar herói no final e conquista o coração da mocinha.

Se você tem algum interesse em Pixels, sugiro assistir o o curta metragem homônimo de Patrick Jean, que serviu de inspiração para o longa. Ele tem dois minutos de duração e não tem falas. Mesmo assim eel tem muito mais a dizer do que os 90 minutos do novo fracasso de Adam Sandler.

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Fabio Martins
Santista de nascimento, flamenguista de coração e paulistano por opção. Fã de cinema, música, HQ, games e cultura pop.