Os Supremos: conheça a HQ que inspirou os Vingadores do cinema

Falta uma semana para a estreia de Vingadores: Ultimato. O que também significa que vamos dizer adeus a alguns de nossos personagens favoritos da Marvel no cinema, pelo menos por hora, uma vez que o quarto longa dos heróis encerra o ciclo de filmes com o elenco original.

Capa Os Supremos volume 1 Panini

Mas, e agora? O que ler para preencher o vácuo deixado pelos longas dos maiores heróis da Terra? Bem, a má notícia é que você talvez não encontre a mesma pegada dos filmes em todos os encadernados do supergrupo. A boa, entretanto, é que existe uma série que vai te dar a sensação de que os personagens foram transferidos da tela para o papel, já que boa parte do Universo Marvel dos filmes foi inspirada por ela, como o Nick Fury de Samuel L. Jackson, por exemplo.

Estamos falando de Os Supremos, uma série de três encadernados com uma visão inovadora dos Vingadores. Publicada aqui originalmente no gibi mensal Marvel Millenium Homem-Aranha, da Panini, as histórias ainda traziam histórias do escalador de paredes, dos X-Men no que a editora estadunidense chamou de Universo Ultimate, que nada mais era senão um reboot de seus personagens com viés contemporâneo.

Capa Os Supremos volume 2 Panini

Com visual e roteiros impecáveis, cortesia de Bryan Hitch e Mark Millar, respectivamente, os dois primeiros volumes atualizam a equipe como se ela tivesse surgido no século XXI, com tramas complexas e, que contextualizações para os dias de hoje. Para se ter ideia, o primeiro volume narra em detalhes a criação de uma equipe super-humana – e até faz piada com isso – como se o espectador estivesse realmente lá. Incluindo o resgate do Capitão América, encontrado vivo e congelado após 50 anos e a participação relutante do Homem de Ferro.

Um tom acima

Embora seja parecida com os filmes na estética, as HQs tem um tom mais sério, sem muito do humor que se vê nos longas. Política internacional, messianismo e terrorismo são abordados de uma forma nunca vista antes em gibis de heróis e, ao mesmo tempo, de forma totalmente condizente com eles, uma verdadeira ponte entre o mundo real e o fictício.

E ainda sobra espaço para debater temas controversos, como violência doméstica, na figura da Vespa (Janet Van Dyne) e do Gigante (Hank Pym); insinuações de incesto entre a Feiticeira Escarlate e Mercúrio, o alcoolismo de Tony Stark, além do papel militar dos EUA em outros países, principalmente no Oriente Médio. Tudo isso abordado nos dois primeiros volumes.

Capa Os Supremos volume 3 Panini

Os Supremos só não é uma obra perfeita da Marvel por conta do terceiro volume. Escrito por Jeph Loeb e desenhado por Joe Madureira, o encadernado traz uma nova trama para os personagens, apoiada em um misterioso assassinato. Contudo, o resultado, tanto na arte quanto no roteiro, é bem aquém dos dois primeiros, deixando de explorar melhor as consequências dos acontecimentos dos volumes anteriores. Portanto, se optar por deixar passar o último encadernado, não se preocupe. Afinal a história principal já é concluída nos dois primeiros.

Revolucionária para a época – começou a ser publicada em 2002 nos EUA –, Os Supremos é uma obra que ainda hoje merece atenção. Afinal, ajudou a firmar os alicerces de tudo isso que temos assistido (e adorado) por mais de uma década no cinema . E ainda pode ter uma ou outra ideia que pode ser aproveitada para as próximas fases da Marvel na telona.

Ficha Técnica:

Título: Os Supremos

Editora: Panini

Autores: Mark Millar (roteiro) e Bryan Hitch (desenho) – volumes 1 e 2, e Jeph Loeb (roteiro) e Joe Madureira (desenhos) – volume 3

Capa: dura

Lombada: quadrada

Páginas: 378 (volume 1), 408 (volume 2), 138 (volume 3),

Formato: 28x 19 cm

Lançamento: agosto /2012, agosto /2013 e novembro / 2013

Carlos Bazela
Jornalista e leitor compulsivo, gosta de cerveja, café e chá preto não necessariamente nessa ordem. Fã de boas histórias, principalmente daquelas contadas por meio de desenhos e balões.