Mogli – O Menino Lobo| Crítica do filme

A Disney realmente está em uma nova fase. Além da nítida evolução das suas animações mais recentes (Detona Ralph, Frozen, Operação Big Hero e Zootopia), pós acordo com a Pixar, a empresa agora mira seu foco nas live actions dos seus desenhos clássicos. Depois de tentativas frustradas como Alice e Malévola e um filme simpático como Cinderela, veio o primeiro grande acerto do estúdio: A deslumbrante adaptação do desenho Mogli – O Menino Lobo.

Impossível não se encantar logo de cara com a floresta que serve de cenário para o novo filme de Jon Favreau (Homem de Ferro 1 e 2; Chef). Além do visual incrível, os efeitos especiais nos animais selvagens são impressionantes e espetaculares. A impressão que temos é a que os bichanos aprenderam a se comunicar mesmo. Mas Mogli – O Menino Lobo não é apenas um show técnico impecável. Isso é apenas um dos acertos do longa, que não usa a pirotecnia como muleta e sim com mais um elemento de um trabalho repleto de qualidades.

A principal qualidade de Mogli – O Menino Lobo é a escolha de Jon Favreau na direção. A cada filme ele prova ser um profissional seguro, que sabe transitar muito bem entre o cinema independente e o blockbuster, sem invenções mirabolantes na hora de contar uma boa história. E essa é outra vantagem do filme. A história do menino órfão descoberto por uma pantera, que é levado para ser criado por uma família de lobos e depois precisa sair do “seu” habitat por imposição do tigre que o vê como uma futura ameaça é encantadora.

Assim como a escolha do elenco que dá um show ao emprestar as suas vozes para os animais: Giancarlo Esposito e Lupita Nyong’o (o casal de lobos Akela e Raksha); Ben Kingsley (a pantera Baguera); Idris Elba (o tigre Shere Khan); Christopher Walken (o macaco Rei Louie), Bill Murray (o urso Balu) e Scarlett Johansson (a serpente Kaa).

Mogli – O Menino Lobo é uma adaptação fiel a animação, mas não é exatamente igual. Ele alterna momentos dóceis e infantis, que encantarão todas as crianças da sala, com momentos mais sombrios, que, inclusive, podem assustar os mais pequeninos. Principalmente as cenas da serpente e a presença sempre ameaçadora de Shere Khan. Os pais, que provavelmente assistiram o desenho dezenas de vezes quando crianças, aproveitarão o filme tanto quanto ao até mais do que as crianças, principalmente as cenas musicais com Balu e Rei Louie. Trata-se de uma produção realmente voltada para a família e que assim como a animação tem forte potencial para encantar as futuras gerações.

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Fabio Martins
Santista de nascimento, flamenguista de coração e paulistano por opção. Fã de cinema, música, HQ, games e cultura pop.