Missão: Impossível – Efeito Fallout | Crítica do filme

Depois de cinco filmes, era de se esperar que a franquia sobre o agente Ethan Hunt (Tom Cruise) desse sinais de esgotamento e se tornasse um mero caça níqueis , sem um pingo de originalidade e caísse naquele limbo onde continuações geralmente caem. Ledo engano. Frenético, extasiante e divertido muito divertido, Missão: Impossível – Efeito Fallout não apenas resgata o que há de melhor em suas produções anteriores, como se torna o melhor filme da saga.

Um dos acertos dos produtores de Missão: Impossível – Efeito Fallout, foi entregar novamente a direção para Christopher McQuarrie, que fez um belo trabalho no longa anterior – Missão: Impossível – Nação Secreta (leia a crítica aqui). Neste novo trabalho, ele adicionou mais adrenalina às cenas de ação, abusou das reviravoltas no roteiro, contou com um elenco de primeira e um roteiro bem amarrado apesar de previsível, conseguindo, assim fazer um dos melhores blockbusters dos últimos anos.

Claro que impossível (sem trocadilhos) não destacar o trabalho incansável de Cruise como o protagonista do filme. É impressionante o seu vigor físico aos 56 anos, e chegar a ser uma insanidade dispensar o uso de dublês nas cenas complicadíssimas que costuram toda a trama de Missão: Impossível – Efeito Fallout.

A história de Missão: Impossível – Efeito Fallout não é das mais originais, mas é convincente. Hunt, Alan Hunley (Alec Baldwin), Benji Dunn (Simon Pegg) e Luther Stickell (Ving Rhames) precisam evitar que Solomon Lane (Sean Harris) e seu bando capturem três esferas de plutônio para criarem três bombas que serviriam para destruir os principais polos religiosos do mundo. Para isso, a equipe contará com a ajuda do agente da CIA, August Walker (Henry Cavill), que se tornará uma pedra no sapato para o time do IMF.

Isso é o que Missão: Impossível – Efeito Fallout tem e precisa de história. Os minutos que seguem depois disso são simplesmente eletrizantes. Cenas de ação de tirar o fôlego são colocadas em sequencia num ritmo alucinante, intercalada por perseguições de carros, motos e helicópteros insanas que deixam o espectador boquiaberto.

Se você já está acostumado com os filmes da franquia, nem todo mocinho é mocinho e nem todo bandido é bandido. Traições aqui fazem parte do esquema e pelo trailer já dá pra saber quem é o grande traíra de Missão: Impossível – Efeito Fallout. Mesmo assim, isso não afeta em nada na qualidade do filme que, sem sombra de dúvidas, será um dos melhores (ou até mesmo o melhor) filme de ação do ano.

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Fabio Martins
Santista de nascimento, flamenguista de coração e paulistano por opção. Fã de cinema, música, HQ, games e cultura pop.