Malévola: Dona do Mal supera o primeiro filme com trama mais empolgante

Na próxima quinta-feira (17), estreia a continuação de Malévola, que foi sub intitulada de A Dona do Mal (tradução em português para Mistress of Evil) e completa a saga da vilã da Disney, que ascendeu ao posto de anti-heroína na releitura em live action. O primeiro filme teve um desempenho bom de bilheteria, arrecadando cerca de quatro vezes o valor do orçamento milionário para sua produção, em compensação, a crítica foi mista a respeito do longa, com algumas opiniões negativas quanto ao enredo, porém geralmente concordando que a atuação de Angelina Jolie como protagonista salvava a obra.

O novo filme dá uma sequência totalmente inédita para a história, não remetendo tanto ao clássico Bela Adormecida de 1959. Um dos eventos presente nele realmente acontece, mas o restante da película foca em um roteiro original e mais empolgante. Para quem ficou intrigado com os rumos de alguns personagens, mudanças de caráter e mortes abruptas do primeiro longa, é necessário ir com a mente aberta para o segundo, pois mais uma vez a trajetória de Malévola está sendo reescrita.

Malévola: Dona do Mal consegue superar o enredo razoável de seu precursor e entrega muito mais emoções e surpresas ao espectador, contando o desenrolar da relação parental entre a fada das trevas e sua afilhada, Princesa Aurora, após esta ter recebido uma proposta de casamento que implica em sua mudança para o reino de seu futuro esposo. Há cenas de ação e aventura bem interessantes e alguns plot twists no decorrer do filme que são capazes de sobressaltar quem está assistindo. Vale salientar também que a computação gráfica, fotografia, figurinos e cenários estão realmente incríveis.

Além disso, há outros elementos que favoreceram a evolução da narrativa, como, por exemplo, o desempenho da atriz Elle Fanning, que ganha um destaque maior para sua personagem Aurora. É perceptível que sua atuação, que no primeiro longa soava um tanto insossa, cresceu em dramaticidade. Suas reações estão bastante críveis, o que gera uma empatia maior pela princesa.

Outro avanço se configura pela nova escolha de ator para o papel de Príncipe Phillip, uma pisada brusca fora da curva, que surpreendentemente resultou em um desfecho melhor para o andamento do roteiro. O ator Brenton Thwaites teve que deixar a produção por estar envolvido com a série Titans da DC, e, em consequência disso, Harris Dickinson entrou para o elenco e somou ao personagem o que seu antecessor não tinha conseguido incorporar em questão de interpretação.

Comparação entre Príncipes: Harris Dickinson e Brenton Thwaites, respectivamente.

O príncipe, que antes não passava de um jovem com pouca personalidade e atitude, começa a demonstrar determinação e posicionamento quanto suas vontades e obrigações como sucessor do rei. Para quem é realmente atento à cast e produção, pode ser que Phillip soe como um personagem totalmente novo, mas a quem não se liga tanto nessas questões técnicas, ou não prestou tanta atenção a ele no primeiro longa, esse fator deve passar despercebido.

Os adendos à história da protagonista Malévola proporcionam um feitio de “origem” para o filme, pois abrange a descendência dela como uma das principais pautas do roteiro e isso é mais um detalhe muito bem vindo e trabalhado de um jeito legal. Angelina Jolie dá sequência em sua atuação e consegue equalizar o temperamento de sua personagem, ficando em cima da gangorra entre vilã e vítima, além de aparentar ter atuado com paixão ao seu papel.

Já em se tratando da atriz Michelle Pfeiffer, que também é uma adição digna de comentários, ela está bem atuando como a rainha Ingris, mãe do príncipe e antagonista do filme. Porém, para quem já assistiu à loira anteriormente em Stardust – O Mistério da Estrela, rola um sentimento de reprise, pois sua índole vilanesca é muito semelhante ao que apresentava nesta outra obra de fantasia.

Avaliando o filme em uma perspectiva geral, pode-se dizer que é um bom fechamento para a trama, não especula abertura para outras continuações, e é uma experiência divertida e mais entusiasmante que o primeiro título.


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Luna Rocha
Designer de moda e redatora, interessada por arte e cultura pop em suas mais diversas áreas. Curte adaptações literárias para o cinema e, se fosse uma heroína, seria Vampira de X-Men.