Dolittle chega com a missão de cativar todas as idades

Reboots e remakes já têm sua marca registrada na indústria cinematográfica. A constante vontade de inovar e recriar novas histórias está e em alta e virou comum. Mas será que o telespectador não vai enjoar de tanta coisa repetida? Nessa quinta-feira (20) chega aos cinemas Dolittle, muito conhecido na pele de Eddie Murphy e foi uma franquia de muito sucesso. Mas será que a versão de 2020 tem o mesmo potencial?

A história não é nada parecida com a versão de 1998. Dessa vez, acompanhamos a história de John Dolittle (Robert Downey Jr.), um homem com um dom nato, ele fala com animais, é casado com Lily e que tinha uma vida boa com ela, eram muito apaixonados, só que tudo desmorona na vida dele quando sua esposa morre em um terrível acidente de navio. Após esse evento trágico, o doutor nunca mais foi o mesmo e fechou seu consultório para sempre e todo seu humor e admiração pela vida se foi. O longa já começa com uma grande mensagem, o que a perda pode fazer com o ser humano e como o sentido da vida parece que foi enterrado junto.  Só que a vida pode te presentear com dois humanos que pode mudar a sua vida para sempre.

Somos apresentados ao personagem Tommy Stubbins (Harry Collett), um garoto que é filho de caçadores, mas ele nunca teve esse extinto, sempre teve a empatia pelos bichos e salva-los e não mata-los, só que como o seu pai o obriga, e é uma vida de um ciclo vicioso que ele acaba atirando em um esquilo, arrependido, ele encontra Poly, uma arara simpática e muito falante que o leva na mansão de Dolittle. Após muita persistência, o doutor salva o esquilinho, quando ele acorda já temos um grande alívio cômico, toda vez que ele abre a boca é pra gente cair na gargalhada. Lady Rose (Carmel Laniado) também foi na mansão pedir ajuda, pois sua mãe, a rainha Victoria (Jessie Buckley) estava em caso de vida ou morte e ela precisa da ajuda do doutor para salvar sua mãe, e na mesma linha do esquilo, foi depois de muita persistência que Dolittle foi salvar. Com essa premissa, que começamos a nossa aventura.

Embarcamos na aventura maluca de Dolittle, Tommy e os animais maravilhosos, feitos em CGI (computação gráfica) de maneira realista. Durante a narrativa somos apresentados a uma cidade que o rei é ninguém mais ninguém menos que Antonio Banderas, foi uma grata surpresa ao vê-lo no longa e o ator está belíssimo e com um ar vilanesco, ele é o pai de Lily e assim como Dolittle, ele sente muita saudade da filha, nessa parte também temos uma grande mensagem reflexão. Michael Sheen também tem um papel importante, caricato, mas na dose certa. Não irei me aprofundar ao personagem para não cair em zona de spoilers.

Os animais são a alma do filme, eles que dão o ar divertido e infantil para a narrativa, todos são muito especiais e com sua personalidade específica, mas alguns tem mais tempo de tela que outros como o destemido  gorila Chee-Chee (Rami Malek), a empática arara Poly (Emma Thompson), a simpática pata Dab Dab (Octavia Spencer), o cômico urso Yoshi (John Cena), mas não quer dizer que os coadjuvantes não tenha sua participação singular, o intuitivo cachorro Jip (Tom Holland) faz um trabalho carismático e com certeza vai conquistar as crianças, a girafa Betsy (Selena Gomez) vai alegrar os fãs da cantora. Robert Downey Jr. é um excelente ator, mesmo passando 12 anos interpretando o nosso eterno Tony Stark, ele não perde a versatilidade e está impecável na pele do doutor, o seu comunicar com os animais é feito de maneira natural. Não é à toa que é considerado um dos atores mais bem pagos do mundo. 

Mesmo voltado para o público infantil, Dolittle, tem a missão de cativar todas as idades, é o típico filme sessão da tarde que cativa e entrete, com mensagens de superação e com o famoso seguir em frente, ele tem uma mensagem para o público: nós e os animais somos todos seres divinos e que todos merecem o respeito.

Nath Sorrini on FacebookNath Sorrini on Instagram
Nath Sorrini
Produtora audiovisual e redatora. Potterhead da casa Lufa-Lufa, apaixonada por cinema e música, troca balada por uma boa maratona de séries. Se fosse uma personagem, seria a Amestista de Steven Universo.