Crítica| Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros

Embora não seja um reboot ou remake do filme dirigido por Steven Spielberg em 1993, Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros poderia muito bem ser vendido como tal. As semelhanças são muitas, mas não se trata de uma cópia do original. É um filme pipoca bem feito, com efeitos especiais de primeira e muito divertido. Dirigido por Colin Trevorrow, o longa estreia hoje nos cinemas brasileiros e tem tudo para ser uma das maiores bilheterias do ano.

O parque, enfim, foi inaugurado e parece um dos temáticos da Disney World, com direito ao seu próprio “Sea World” com um dinossauro marinho (o Mosassauro) no papel da baleia orca e diversas atrações para crianças. Existe até uma “fazendinha” para os pequenos montarem nos filhotes de dinossauros. Mas, como toda atração desse tipo, ela precisa de novidades e como não existem mais espécies para nascer, os cientistas de Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros resolvem criar uma nova criatura, um ser híbrido, que mescla o dna do T-Rex com outros animais.

Assim nasce Indominus Rex, uma máquina de matar, altamente inteligente e com uma ferocidade incontrolável. E justamente no dia que os sobrinhos Zach (Nick Robinson) e Gray (Ty Simpkins) vão visitar o parque administrado pela tia Claire (Bryce Dallas Howard), o bicho resolve fugir e aterrorizar os visitantes. Para salvar os meninos, ela contará com a ajuda do ‘domador’ Owen (Chris Pratt).

Além do casal de protagonistas e das crianças em perigo, outros personagens de Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros lembram os dos filmes anteriores, como Simon Masrani (Irrfan Khan), a versão mais ambiciosa do velhinho John Hammond; Hoskins (Vincent D’Onofrio), o militar inescrupuloso da InGen e o retorno do Dr. Henry Wu (BD Wong), um dos geneticistas responsáveis pela volta dos dinossauros.

Os efeitos especiais são incríveis. Claro que ele não causa o mesmo impacto feito pelo filme original de Spielberg em 1993, mas passados 22 anos e com o avanço da tecnologia, era de se esperar algo mais realista. E é exatamente isso que o espectador encontra no longa. Tudo funciona muito bem e os bichos parecem reais.

Meio que deixado de lado, o T-Rex tem uma participação bem especial em Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros. Aliás, os novos dinossauros são bacanas, mas nenhum chega aos pés do Tiranossauro, que continua sendo o responsável por uma das melhores entradas da história do cinema.

Se você gosta de um filme de aventura, com boa dose de ação e humor e efeitos visuais de primeira, Jurassic World é um prato cheio. Pode comprar seu balde de pipoca e refrigerante. A diversão é garantida.

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Fabio Martins
Santista de nascimento, flamenguista de coração e paulistano por opção. Fã de cinema, música, HQ, games e cultura pop.