Alien: Covenant | Crítica do filme

Sequência do fraquíssimo Prometheus, Alien: Covenant é o prólogo direto do melhor filme da franquia sobre a horrenda criatura alienígena: Alien – O Oitavo Passageiro, uma das obras-primas de Ridley Scott, que também assina a direção deste novo terror de ficção-científica espacial, que estreia nesta quinta-feira (11) nos cinemas brasileiros.

Se em Prometheus Scott errou a mão ao focar num enredo mais “filosófico” que tropeça e não sai do lugar, com uma tripulação insuportável que em 10 minutos de filme o espectador passa a torcer para que a criatura dizime logo essa gente insuportável, em Alien: Covenant ele acerta a mão ao referenciar o filme original da saga, focando mais no terror e com um elenco carismático com, inclusive, uma “nova Ripley”, Daniels (Katherine Waterston). Michael Fassbender, que além de David, interpreta outro androide (Walter) é, sem sombra de dúvidas, o grande acerto da produção.

A história de Alien: Covenant se passa 10 anos após os acontecimentos de Prometheus. Estamos agora a bordo da nave Covenant, que está a caminho do planeta Origae-6.Além da tripulação, ela carrega milhares de colonizadores e vários embriões que irão povoar o novo mundo. Um pequeno obriga Walter a despertar os tripulantes e eles acabam descobrindo que estão próximos de um planeta aparentemente com condições para ser colonizados por humanos. Ao chegar no local, eles descobrem o que a doutora Elizabeth Shaw (Noomi Rapace) e David, únicos sobreviventes do longa anterior.

O visual de Alien: Covenant é outro acerto da produção, principalmente onde as novas criaturas vivem. Por falar nelas, o novo xenomorfo segue a maravilhosa estética de H. R. Giger, só que mais rápido e mais forte que as outras versões do monstrengo. Ele, aliás, protagoniza uma fantástica cena de ação em o pleno vôo da nave de resgate da tripulação que vale o ingresso.

O único problema de Alien: Covenant é que ele pouco tem a acrescentar a saga de Ridley Scott. Ele serve apenas para amarrar as pontas soltas deixadas em Prometheus e, por se parecer bastante com O Oitavo Passageiro, acaba não causando muito impacto, nem assustando ou surpreendendo quem já assistiu o filme original que, aliás, é uma obra tão magnífica que nem mesmo o seu criador consegue fazer algo que a supere.

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Fabio Martins
Santista de nascimento, flamenguista de coração e paulistano por opção. Fã de cinema, música, HQ, games e cultura pop.