Quero ler gibi. Por onde eu começo?

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Então, ainda que a gente não tenha tido essa conversa antes, saiba que todos os reviews publicados aqui tem um ponto em comum: são opções tanto para os já iniciados na nona arte, como pra quem nunca pegou um gibi na vida. Por isso tem – e vai ter sempre – one shots, que é o termo para histórias publicadas em um único volume e minisséries ou maxisséries, dependendo do número de edições.

Assim como o cinema, a variedade de gêneros nas HQs é tão grande que vai ser muito difícil não encontrar uma interessante. Se quiser uma leitura adulta, está aí o selo Vertigo, que já mencionamos aqui, por exemplo. Se a arte oriental é a sua praia, tem os mangás – que nós vamos falar mais em breve, prometo. Agora, se o negócio for super-heróis, já deixo aqui a certeza que a dica será sempre algo que não vai te pedir horas de leitura prévia na internet para não ficar boiando na história.

Então, aí eu vi o filme e…

Como leitor de quadrinhos há algumas décadas, consigo dizer com segurança: que época para se estar vivo! Filmes, séries, desenhos animados, games… Nunca se adaptou tanto material vindo dos gibis como nos últimos dez anos. E elas são um ótimo ponto de partida para mergulhar nas HQs. Aprender mais sobre aquele universo, se divertir tentando adivinhar qual será a próxima história a sair do papel ou mesmo ver as diferenças e semelhanças entre uma mídia e outra.

Mas aí você viu um personagem na telona ou na telinha e achou uma revistinha de poucas páginas com o nome dele ou dela ali na banca de jornal, preço relativamente baixo e pensou “olha, vou comprar”. Cuidado! Aquele gibi fininho e barato é mensal, então nunca deixe de olhar a numeração. Quanto mais alta, maiores as chances de você pegar uma história já na metade ou no fim e maior a dificuldade para encontrar as edições anteriores com o início da trama.

Então, vale a pena pesquisar pelos encadernados. Eles são um pouco – às vezes muito – mais caros, mas reúnem mais edições e às vezes até histórias completas, como eu mencionei lá em cima. Vale sempre ficar de olho em sites de livrarias, como a Amazon, Saraiva, Livraria Cultura e das próprias editoras, como Panini (que traz checklists mensais da DC, Marvel, Vertigo, Turma da Mônica e mangás), Mythos e Devir. Se você quer conhecer melhor os quadrinhos japoneses, mantenha também a JBC no seu radar.

E gibi antigo, como faz? É caro?

Graças ao sucesso das HQs da atualidade, tem muita coisa antiga que vale a pena ler sendo reeditada. Mas, se o gibi que você procura não está nesta lista tem sempre as comic shops físicas e virtuais, como a Comix e os sebos, como a Rika, Mercado do Gibi e muitos outros espalhados pelas cidades. Aliás, nada como passar um dia em um sebo atrás de páginas amareladas de histórias que alguém já enjoou de ler e você não vê a hora de começar.

Aliás, como em tudo na vida, sempre pesquise preço. Gibi costumava ser algo barato antigamente, pra você comprar com o troco do dinheiro do lanche, mesmo. Costumava. A inflação aliada aos custos de impressão e encadernação – e o excesso de perfumaria em umas “edições de luxo” também – fizeram da nona arte um hobby que pode te levar à falência em dois tempos.

Então, fique esperto em promoções nas lojas que mencionei acima e siga alguns perfis em redes sociais, como o HQ Barata e o O Vício, que geralmente trazem preços reduzidos por meio de parcerias. Mas, depois que você pegar gosto pela coisa, não deixe de comprar pelo menos um dos seus gibis favoritos nas bancas, livrarias físicas e comic shops. Você ajuda os estabelecimentos, pode conhecer gente que gosta do mesmo que você e ainda voltar com um monte de indicações bacanas – além das que escrevemos aqui – para sua próxima compra.

Carlos Bazela
Jornalista e leitor compulsivo, gosta de cerveja, café e chá preto não necessariamente nessa ordem. Fã de boas histórias, principalmente daquelas contadas por meio de desenhos e balões.